domingo, 29 de novembro de 2009

Ela venceu o Desafio do Vampiro

Kellen Dias, estudante de Designer da Unoesc Videira, reproduziu uma cena do filme Crepúsculo com uma animação e foi uma das vencedoras do concurso promovido pelo programa da Globo

ELAINE BARCELLOS
Jornal Correio de Videira





Kellen Dias fez três desenhos base para a produzir a animação


A universitária do Curso de Designer assistia ao Fantástico, edição do dia 25 de outubro, quando viu a promoção. O programa propunha que os fãs da saga dos vampiros da escritora Stephenie Meyer reproduzissem uma cena do filme Crepúsculo, com até 30 segundos de duração, e enviasse para a produção do programa. Naquela noite, Kellen Dias foi dormir com o pensamento de que precisava participar do concurso e acordou com a ideia pronta para ser posta em prática.

A jovem de 18 anos decidiu criar uma animação para retratar a cena em que a personagem Bella (Kristen Stewart) revela a Edward (Robert Pattinson), que sabe que ele é um vampiro. Com apenas um dia para criar o vídeo e postar no site do programa, Kellen fez três desenhos a mão, digitalizou, reproduziu várias expressões e editou a cena, com cerca de 30 imagens coloridas. Para sonorizar a cena, a universitária inseriu a fala original dos personagens. Com 22 segundos de duração, Kellen finalizou o vídeo e, antes de sair para a aula, enviou o trabalho pela internet. “Eu comecei depois do almoço e mandei às 17h30. Quase que não deu tempo de terminar”, complementa ela.

Kellen fez uma tentativa apenas, pois não teve muito tempo para criar. Para ela, a animação não ficou muito boa. A universitária tímida que gosta de desenhar e de animações tem a autocrítica aguçada. Mesmo avaliando como uma produção razoável, sentia que precisava participar. E no final daquela mesma semana, a produção do Fantástico avisou-a de que era finalista do concurso, numa afirmação que sua intuição estava certa.

VIDEIRENSE [DIREITA] GANHA DESAFIO DO FANTÁSTICO

Junto com dois casais de fãs também finalistas do concurso - que tinha como prêmio conhecer dois atores da série - ela foi para São Paulo, participar do quadro do Fantástico, que foi ao ar no último domingo (1º). “Na hora eu fiquei nervosa, pois não estava acreditando. Pensei que fosse um trote”. Os pais de Kellen, Madalena e Celso Dias, também ficaram com receio da única filha cair num golpe desses que ocorrem pela internet. Mas era verdade. A autocrítica da estudante também estava errada. A jovem, ao lado dos outros dois concorrentes, venceu o Desafio do Vampiro, que teve mais de três mil vídeos inscritos.

Os cinco vencedores receberam camiseta e bloco promocionais e exclusivos do filme Lua Nova, que estréia mundialmente no próximo dia 20. O grupo conheceu Kristen e Taylor Lautner, que faz o jovem índio Jacob; tiraram fotos com os atores e ganharam autógrafos. Os dois atores de Crepúsculo e Lua Nova estavam no Brasil divulgando o lançamento do segundo filme da série. Foram eles que, depois de assistirem a produção dos finalistas, decidiram por conhecer todos eles.

Ao retornar a Videira e às aulas, Kellen teve outra surpresa: ganhou uma bolsa de estudos até o final do curso. Agora ela espera que, além deste benefício, a animação lhe dê mais oportunidades. “É o primeiro trabalho de muitos outros. Quero continuar produzindo nessa área. Meus professores estão incentivando e já no próximo ano, o vídeo será divulgado na mostra que terá em Caçador”, diz a jovem, que já está feliz, pois mesmo por poucos segundos, sua produção foi vista em rede nacional.

KRISTEN STEWART E TAYLOR LAUTNER

Quem quiser conhecer a produção da Kellen para o Desafio do Vampiro, do Programa Fantástico, basta acessar o link http://www.youtube.com/watch?v=KbDmx5P6Qsc E para quem perdeu a revista eletrônica com o resultado do concurso, também poderá conferir pelo Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=ehbKb22NYw4

FOTOS DIVULGAÇÃO

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

PEC do Diploma no Senado



A Proposta de Emenda à Constituição 33/2009, que restabelece a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão, foi inserida na pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado desta quarta-feira (25/11). De acordo com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que preside a comissão, a expectativa é que o texto seja votado, já que todos os recursos foram esgotados.

Essa é a mesma avaliação do autor da proposta, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). Ele informa que participará de uma solenidade marcada para o mesmo horário da reunião da comissão, mas que, caso seja necessário, deixará o evento para pressionar a votação. “Eu quero que ela seja votada. Quanto mais rápido, melhor”, afirma.

Entretanto, existe a possibilidade de que a discussão de outro projeto ocupe o tempo da reunião e a votação seja adiada. Na Câmara dos Deputados, onde uma proposta semelhante foi aprovada, a votação só ocorreu após um pedido de inversão de pauta.


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

As dores do Mundo no infinito particular


Tem repórter que gosta de fazer matérias para a Editoria de Polícia. Eu não. Não do jeito de agora, embora não saiba se existe outra forma. Mas penso que nessa editoria, o jornalismo investigativo deixaria de ser latente, para se tornar onipresente. O que faço é relatar e retratar os fatos acontecidos, sob a versão oficial ou, então, sob a versão alternativa.

Minha curiosidade inicial era sobre o cotidiano de um repórter policial nas delegacias. Porém, por aqui o trabalho é tosco. Isso porque as fontes oficiais não mantêm um relacionamento fiel, aberto e bem disposto com a imprensa local. Essa falta de confiança - e também de respeito com o trabalho jornalístico - acaba prejudicando o cotidiano tanto de um, quanto de outro. Cria inimizades e desconfiança. É chato...

Outro problema é quando abordo famílias vítimas de tragédias ou de homicidas. Se sente as dores do Mundo num infinito particular que não é seu e que só pediu para entrar por uns poucos minutos. Tempo suficiente para temer a morte ou para repensar a vida. E para questionar: “Com que direito?...”

Em outros momentos fico chocada com o descaso pela vida. Quando familiares ou amigos convivem tanto com a miséria, o desleixo, os problemas sociais, que perder um ente é só mais uma possibilidade viável. Que perder alguém assassinado ou por overdose é só mais um na estatística. Triste. Nisso, só me resta os exageros do melodrama, para não ser mais uma a banalizar a vida, desta vez na página de jornal.

Será?!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Mal ou Mau?

Por Gabriela Cabral

Apesar de tais palavras serem semelhantes, possuem significados distintos. A utilização dessas palavras deve estar embasada nas regras gramaticais da Língua Portuguesa. Segue abaixo os respectivos significados e a forma com que devem ser empregadas.

Mau

A palavra mau é um adjetivo utilizado para acompanhar um substantivo. Opõe-se a bom e pode ser utilizada no plural e no feminino, segundo a necessidade. Exemplos:

Você é um mau aluno.

Vocês são muito más.

Aqueles garotos são maus.



Mal

A palavra mal pode ser um advérbio de modo, uma conjunção ou substantivo. Opõe-se a bem, porém quando é empregado como conjunção emprega-se como sinônimo de apenas. Exemplos:

Mal saiu de férias, já deve voltar para a escola. (conjunção)

Aquele garoto saiu mal na prova de ontem. (advérbio de modo)

Você não sabe o mal que me fez. (substantivo)



Veja links relacionados:

Brasil Escola – Fala sobre a forma e grafia de mau, mal e outras palavras.

Mundo Educação – Fala sobre a diferença entre mau e mal e de outras palavras semelhantes com significados diferentes.


* * *

Nunca esqueça disso Elaine... Nunca mais!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Vitória dos jornalistas

PEC é aprovada na CCJ da Câmara Federal

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou hoje pela manhã (11/11) a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 386/09, conhecida como PEC dos Jornalistas. A votação se deu por orientação de bancada. Assim, não foi necessária votação nominal. O único partido que se posicionou contrário à aprovação foi o PSDB.
O próximo passo será o encaminhamento da proposta para uma comissão especial, que será criada na Câmara com o objetivo de discuti-la. Em seguida, a PEC será votada no Plenário da Câmara, onde precisará da aprovação de 3/5 dos deputados em votação de dois turnos.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), autor da PEC, considera que a apreciação da matéria pelo plenário da Câmara ocorrerá ainda neste semestre. Isso porque o presidente da Casa, deputado Michel Temer (PMDB/SP) se comprometeu a criar a comissão especial assim que a mesma fosse aprovada pela CCJ.

domingo, 8 de novembro de 2009

Com a boca no trombone, mas sem dizer o nome



Todo mundo tem alguma denuncia ou reclamação para fazer. Mas ninguém nunca quer assumir a responsabilidade pela reivindicação. Querem que o jornalista seja o seu porta-voz e arque com todas as consequências. Pois bem, vou por a boca no trombone aqui.

Eu, Elaine, cidadã, tenho todo direito de buscar meus direitos sociais, legais, do consumidor, políticos e tudo mais que me diga respeito, sem que ofenda ou desrespeite o próximo. Mas, daí, eu, jornalista, ter que fazer isso para os outros como se fosse meu papel social profissional? Ah, isso não!

Pois isso acontece cotidianamente na vida dessa periodista aqui. As pessoas ligam e já saem relatando seus problemas, como se fosse só isso, para virar notícia ou página de jornal no dia seguinte.

- Alô?
- Quem? [Sim, nem um “quem está falando por favor”...]
- Elaine...
- Tu trabalhas no jornal né?
- Sim.
- Eu tenho uma denúncia pra fazer. Um furo de reportagem. Interessa-te?

Claro que me interesso. Denúncias sempre são bons assuntos para matérias, desde que, quando os dados são apurados, eles se confirmem e tenham alguma relevância. É aí que entra o problema. Na hora de averiguar os fatos, ninguém nunca quer falar por medo de represálias, principalmente quando se trata de um órgão público.

- Mas tem que aparecer meu nome?

Isso já assusta o interlocutor, mas é preciso. Defender o anonimato da fonte não é para qualquer um ou qualquer denunciazinha. Não arrisco minha credibilidade por pouca coisa não.

Eu tenho que conferir se a queixa é verdadeira ou não. Também tenho que dar o direito ao denunciado de contar a sua versão. Além de buscar os meios, métodos, ou procedimento correto ou tradicional sobre o fato. O que deveria ter sido e não foi.

Mas quem quer dizer que está sendo enganado, mesmo com razão? Ninguém. Preferem, então, não relatar o caso. E quando, depois de convencidos de que não irão sofrer ameaças, represálias, retaliação, voltam a tremer quando pego a máquina fotográfica. Foto? Não!

- Melhor deixar assim...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Fotojornalismo


O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina e a Associação Catarinense de Imprensa (ACI) abriram as inscrições para a terceira edição do Troféu Olívio Lamas de Fotojornalismo, principal prêmio do segmento em Santa Catarina, que tem o patrocínio da Eletrosul. Com premiações em dinheiro de R$ 3 mil (vencedor), R$ 2 mil (2º colocado) e R$ 1.000 (3º lugar), a iniciativa homenageia Olívio Lamas, um dos mais famosos repórteres-fotográficos do país, que atuou por quase 20 anos no estado e faleceu em julho de 2007. As inscrições seguem até o dia 20 de novembro e esta edição traz uma novidade: os estudantes de Jornalismo das faculdades do estado podem participar, com um trabalho por curso. O regulamento está disponível nos sites http://www.sjsc.org.br/ e www.casadojornalista.org.
Foto: Google
Fonte: Rede Acaert de Notícias

sábado, 24 de outubro de 2009

Morro dos Macacos - RJ


'Achei que estava mais morto que vivo',

diz espanhol sobre incidente em morro
Jornalista do 'El País' afirma que quase foi assassinado por traficantes.E diz ao G1 que só se sentiu seguro após 'entrar pela porta da minha casa'.


Diego Assis - G1


Foto: Reprodução

Reprodução de página do site do 'El País' com reportagem do espanhol Francho Barón sobre experiência em morro do Rio

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Dia da Comunicação Empresarial



Muito legal essa homenagem ao Dia da Comunicação Empresarial, datado no último dia 8 de outubro. Não sabia. Foi no blogue da jornalista Letícia Castro - e especialista em Comunicação Empresarial - que obtive o link. Dá uma passada lá e fique a par de outros assuntos.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Hummm...


Por três semanas sentirei de novo o gosto de produzir matérias para edições semanais. Espero que seja tudo muito melhor que antes, já que agora tenho mais prática e habilidades. Creio eu...


Depois, quem não gosta de ler o jornal de sábado? Ah, Os Normais... Eles não contam.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A difícil arte do jornalismo diário



Que coisa difícil apurar a informação, pesquisar, verificar fontes confiáveis, definir pautas... É muito mais complexo quando se tem que fazer tudo isso e ainda produzir a pauta do dia. No final do expediente, a mente está tão cansada, que tudo que se imagina é ficar alienado em frente a tevê [agora eu tenho uma, justamente, para me distrair].

No interior, tudo é “roots” e como qual, bem arraigadas. Considero uma arte fazer jornalismo diário em cidade pequena, onde há muitos interesses e pouca ousadia. Onde muita gente pensa que se é o rei da cocada preta, sem nem ao menos querer saber a procedência do coco. Mesmo assim, cada profissional tenta inovar, buscar novas ferramentas de trabalho, novas técnicas de apoio, atualizações nas formas de escrita e assim por diante. Mesmo longe dos grandes centros, onde se tem acesso facilitado a informação e a formação, as “margens” também buscam aprimoramento.

O problema é que no jornalismo roots do interior muitas vezes se tem que apurar, editar e vender publicidade. Daí, nesse processo todo, qualidade é o que menos se presa, quando no meio do processo a preocupação é unicamente com o resultado nas bancas. O telefone só toca, o email só é repassado, quando se trata de reclamações. Quando o assunto agrada, a abordagem é excelente, mesmo que não tenha sido. E se foi, tanto faz, porque as felicitações acontecem muito pouco.

Felizmente disto eu não tenho o que reclamar. Ouço as pessoas hora falando bem, hora mal. Às vezes elas têm razão, muitas vezes não. Isso me basta. Já contribui no meu processo de maturação pessoal e profissional.

Mas ainda penso: como explicar que não se pode assoviar, cantar e ainda chupar cana ao mesmo tempo em que se pensa em manchete espetacular? Não dá. E ainda assim, ao final de tudo, o mais fácil sempre será escrever. Mais nada.


Pra por no carrinho de compras e depois na cabeceira



Jornalismo Diário busca responder as dúvidas mais comuns de jornalistas iniciantes ou que já estão trabalhando em Redações. Apresenta, passo a passo, lições e dicas da área, desde como saber o perfil de um bom jornalista até os primeiros dias na reportagem, passando por autoavaliações, principais ferramentas de trabalho, apuração, entrevistas, fontes, lides e estilo, e como ingressar no mercado de trabalho. A autora ministra o Programa de Treinamento da Folha há mais de dez anos, tempo que lhe permitiu dar exemplos de boas práticas para aprimorar as habilidades das pessoas interessadas na tarefa do jornalismo.

Título:
Jornalismo Diário

Subtítulo:
Reflexões, Recomendações, Dicas e Exercícios

Autor:

Editora:
Publifolha

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Rijab, o véu das muçulmanas




Acessório faz parte das vestimentas da mulher que segue o modo de vida islã e serve para evitar a luxúria masculina

ELAINE BARCELLOS DE ARAÚJO
Jornal Correio de Videira


Madiha Kamal Eldin é egípcia, não fala português e está em Videira a trabalho. Ela é médica veterinária e faz o acompanhamento do processo de abate da carne que será exportada para o seu país. O procedimento tem que seguir os preceitos do islamismo, que orienta o comportamento e o modo dos muçulmanos. Como a mulher, que também seguem os encaminhamentos islâmicos. Madiha, independente do país que esteja, faz uso do véu - o rijab. Com ele, não deixa a mostra o seu corpo, evitando assim a luxúria nos homens.

O rijab, véu que cobre a cabeça da muçulmana, deixa a mostra apenas o rosto. A peça faz parte da vestimenta da mulher que é orientada desde pequena a evitar roupas justas e transparentes. Apenas mãos e rosto podem ficar descobertos quando ela estiver em público ou na presença de pessoas estranhas. Para as filhas de Allah ficarem a vontade, apenas perante a família (marido, filhos, pais, sobrinhos e sogros) e de empregadas domésticas. As exceções também compreendem crianças do sexo masculino até a puberdade, quando ainda não possuem consciência da nudez, ou na terceira idade.

O guia religioso explica que o rijab e as regras de pudor para a mulher da comunidade não faz parte apenas da orientação religiosa, mas de algo mais amplo, como uma conduta de vida. Abdullah Buanamade explica que tanto o homem quanto a mulher devem manter suas intimidades cobertas. No caso do muçulmano, ele não deve expor do umbigo até os joelhos, por exemplo. “O islamismo não se limita a apenas rituais religiosos. É mais do que isso, é um código de vida para nós”, ressalta ele, que ainda complementa informando que o islã lamenta a exibição do corpo feminino para agradar ou atrair homens estranhos.

O seguidor de Allah percebe que as pessoas que desconhecem o modo de vida deles, vêem este modo de vida com receios. Mas ele lembra que o uso do véu é um hábito antigo, milenar. “Ninguém pode dizer que viu o físico de nossa senhora”, recorda ele sobre a imagem da mãe de Deus já propagada sob o véu.

O uso do rijab surgiu entre os muçulmanos com o movimento sionista, que tinha o nudismo da mulher como meio da destruição humana, da cobiça e luxúria. Eles acreditam que a exibição da forma física feminina sob roupas justas ou transparentes vai de encontro a natureza da mulher, da sua honra e dignidade.

Foto Google

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

'Copia e cola' de releases


pode gerar processo por dano moral

"Copia e cola" de releases é algo conhecido pelos jornalistas, mas pior ainda quando a notícia é publicada com o crédito indevido. Foi o que aconteceu com a jornalista Claudia Yoscimoto, que teve uma matéria publicada na íntegra em um site, assinada por outro profissional. Mais que antiética, essa atitude é ilegal e pode gerar processos por danos morais.

Na época, Claudia fazia um trabalho para o então prefeito de Mogi das Cruzes (SP), Junji Abe. A jornalista acompanhou a visita do prefeito ao Japão e divulgou o fato aos órgãos de imprensa brasileiros no país e à assessoria de imprensa da prefeitura. O caso aconteceu em 2007, mas Claudia só se deu conta quando fez uma busca pelos textos para incluir em seu portifólio. “Foi a primeira vez que isso aconteceu comigo. Quando se muda alguma coisa, tudo bem, mas dar crédito para outra pessoa, isso foi antiético”.

Para o presidente da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais (Apijor), Frederico Ghedini, apesar das assessorias de imprensa terem suas particularidades, os profissionais que atuam nessa área podem reclamar seus direitos. “Ninguém pode colocar o nome em um texto que não foi ele quem fez. Isso pode suscitar uma ação por danos morais. É uma questão de direito autoral”, explica.

Outros problemas
A jornalista Paula Batista, sócia da Lide Multimidia, agência de comunicação com sede no Paraná, conta que o fato é comum. “Isso acontece bastante, de colocar o nome do jornalista do veículo, quando não usam o assessor como fonte, aspas na matéria. Mas não há muito o que fazer, porque geralmente ficamos sabendo muito tempo depois da publicação, e lidamos com um universo muito grande de jornalistas, alguns mais conhecidos, outros não”.

Paula considera esse tipo de situação constrangedora para explicar para o cliente e adota algumas medidas para coibir a apropriação dos textos da assessoria. “Queremos que os clientes sejam divulgados na imprensa, mas quando acontece essas coisas acabamos restringindo, evitando de pautar o veículo. Outra opção é fazer o follow-up, para inibir e permitir que o jornalista fale com o porta-voz”, afirma.

A jornalista relata um dos episódios que ela diz acontecer com frequência. “Quando fiz um trabalho para uma ONG, enviei um release. Quando fui ver, o texto havia sido publicado na íntegra em uma página inteira de um jornal”, relembra Paula, que enfatiza que fatos como esse acontecem principalmente em veículos pequenos, mas há exceções. “Isso já aconteceu na extinta Gazeta Mercantil, publicaram um release nosso, acrescentaram apenas um olho”, conta.

Para a advogada da Apijor, Dra. Silvia Neli, casos como estes são comuns. “Um dos mais recentes que me lembro foi o caso da publicação de uma foto como ‘divulgação’ na Folha. A foto foi enviada por uma assessoria. Ganhamos em primeira instância, mas a Folha está recorrendo”.Silvia afirma que é essencial os jornalistas estarem atentos aos direitos autorais. “É importante ter essa atenção, o que não é uma prática no mercado, porque a qualquer momento uma pessoa pode requerer seu direito”, conclui.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

ACHISMOS: Ponha a tranca para bloquear o Minuano


Ele não pede licença para entrar. Na verdade, seu uivar é o prenúncio de sua chegada nos pampas gaúchos. Até mesmo para mim, que venho do estado vizinho, não me acostumo com o vento minuano, ou simplesmente minuano. É assim que chamamos a corrente de ar frio, mas muito frio, que acomete o Rio Grande do Sul e, inclusive, a região sul do estado de catarinense. Esse é o nome desse vento de origem polar.

Como guria da cidade fica difícil suportar o ar cortante que surge após a passagem das frentes frias de outono e do inverno. Nos grandes centros há muito concreto transformado em edificações gigantescas, que acabam dispersando grandes ventanias. Mas, nos pampas, planalto ou lugares descampados, me parece que ele é livre. Corre tão solto e forte que só ouvimos portas e janelas batendo. Imagino que é nesse momento que as várias Marias saem correndo para por a tranca em portas e janelas, na esperança de bloquear o Minuano.

Não sabia. Mas essa denominação é emprestada de um grupo indígena que habitava os campos do sul do estado gaúcho. Esse povo devia estar muito acostumado com as intempéries. Ao contrário de nós daqui, de regiões como Meio Oeste, Oeste e Extremo Oeste, que há alguns dias tivemos um visitante inoportuno, também invasor. Mais que isso: destruidor.

Os índios Minuanos, de origem patagônica, de certo, de tão habituados cederam sua nomenclatura ao vento forte e frio que sopra depois das chuvas de inverno nos vizinhos. Ao certo mesmo, talvez, somente os livros poderão nos dizer. Já nós, aqui da “bela e Santa Catarina”, não queremos mais provar de um fenômeno natural, como o tornado que passou pela região na madrugada de 8 de setembro.

A ele, este redemoinho de vento destruidor, ninguém quererá sequer apelidar, quem dirá emprestar ou batizar com seu nome.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

redes sociais


Especialistas divergem sobre restrições no uso de redes sociais por jornalistas

As recentes normas adotadas pela Folha de S.Paulo e TV Globo no uso de redes sociais por seus jornalistas causam polêmica. Na última semana, os dois veículos divulgaram, em comunicados internos, regras para o uso de blogs, Twitter, e outras redes sociais.

A Folha determinou que seus profissionais sigam os princípios do projeto editorial, "evitando assumir campanhas e posicionamentos partidários". O veículo também exige que os jornalistas não divulguem conteúdos de colunas e reportagens exclusivas, restritos a assinantes, na rede. A TV Globo também estabeleceu normas semelhantes aos seus funcionários, vedando a divulgação de informações institucionais e o uso de redes sociais vinculadas a outros veículos de comunicação sem prévia autorização da emissora.

O que é visto como um cerceamento da liberdade de expressão para uns, é visto como uma questão ética por outros. Bruno Rodrigues, especialista em mídias digitais, concorda com a medida adotada pelos veículos. "Esse comportamento faz parte do trabalho profissional. Discordo quando dizem que é uma forma de limitar a liberdade de expressão. Quando um jornalista cobre algum assunto para a Folha, por exemplo, o jornal tem total direito nesse caso. Se for um trabalho particular, uma investigação própria, aí é outra coisa".

O professor de pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, pós-doutorado em comunicação e Tecnologia, Walter Teixeira Lima Júnior, acredita que o caso seja algo muito novo e analisa o ponto de vista das empresas e dos jornalistas. "Tudo o que você vai falar vai para o bem ou para o mal da empresa. A preocupação do veículo é que eles têm concorrentes. Tudo isso é muito novo, tanto jornalistas como empresas estão aprendendo como conviver".

Apesar de enxergar as razões das empresas, Lima acredita que o jornalista também tem voz fora do veículo e o direito de expressar sua opinião fora de seu período de trabalho, mesmo de um assunto que tenha coberto. "Os veículos não podem limitar a liberdade do individuo. É como no passado, o jornalista escrevia a matéria, saía da redação e depois ia às ruas, era ativista", conclui o jornalista, que enfatiza que o profissional também deve ter responsabilidade sobre o que fala.

domingo, 13 de setembro de 2009

Seu trabalho ou opinião pessoal, a quem pertence?



Na última semana, dois grupos da área de comunicação restringiram a participação dos seus funcionários em redes sociais na Internet. O uso de Blogues, Twitter, Orkut e assemelhados serão regulados pela TV Globo e pela Folha. Na primeira empresa, a medida atinge tanto artistas, como jornalistas e outros profissionais da emissora. Na outra, os jornalistas foram recomendados a não se posicionarem quanto a questões políticas ou partidárias, além de terem sido vedados a reproduzir conteúdo exclusivo ao Jornal Folha de São Paulo.

Fico pensando: a vida virtual a quem pertence? E o trabalho de um profissional? Ao que entendo, a problemática vai além dos direitos autorais e a formação de opinião. Mesmo assim, as medidas adotadas pelas duas empresas só faz aumentar a confusão que as pessoas fazem em relação a vida pública, profissional e privada de cada pessoa que atua na mídia.

Em cada uma das empresas, os contratados receberam um comunicado interno. A administração da tevê disse na nota que “A divulgação e ou comentários sobre temas/informações direta ou indiretamente relacionados às atividades ligadas à Rede Globo; ao mercado de mídia e ao nosso ambiente regulatório, ou qualquer outra informação/conteúdo obtidos em razão do relacionamento com a Rede Globo são vedados, independentemente da plataforma adotada, salvo expressamente autorizada pela empresa”.

No jornal, o comunicado diz que os jornalistas que quiserem citar alguma matéria exclusiva poderão fazer referência ao material, publicando o link para o acesso do conteúdo na íntegra. “Não devem colocar na rede os conteúdos de colunas e reportagens exclusivas. Esses são reservados apenas para os leitores da Folha e assinantes do UOL. Eventualmente blogs podem fazer rápida menção para texto publicado no jornal, com remissão para a versão eletrônica da Folha”, explica o texto.

Até acredito que deva haver regras, mas daí impedir que o autor e responsável por seu trabalho não possa comentar ou emitir opinião sobre a cobertura de um fato, sem pedir autorização prévia, é uma atitude extremista. Dessa forma, é difícil as pessoas aprenderem a separar o pessoal do profissional. E a liberdade de expressão de cada um, onde fica? A opinião? O que deve ser estabelecido são definições a respeito de direito autoral e comportamento, para que não comprometimento do empregador pela atitude de seus funcionários. O resto é por conta de cada um. E tenho dito!
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terça-feira, 8 de setembro de 2009

ACHISMOS 2


No fim,
a ciência supera a decepção


Costumava acreditar em muitas coisas que via ou ouvia, aliás, até hoje acredito. Na verdade, eu creio nas pessoas, no ser humano. Porém, na fase infanto-juvenil era muito influenciável. Principalmente pelos desenhos animados e foi um deles que me levou a decepção tecnológica.

A babá eletrônica era a alegria das mães donas de casa, que hora e outra precisavam se dedicar a alguma tarefa, integralmente. Para distrair os filhos, nada mais indicado do que a programação televisiva. E lá estava eu, frente ao aparelho, assistindo a uma série de desenhos, cujo favorito era Os Jetsons.

Esse programa era uma série animada de televisão produzida pela Hanna Barbera, de 1962 a 1963. Os episódios eram exibidos no Brasil pela antiga TV Excelsior, mas eu não “peguei” essa fase. Fui assistir mais de 20 anos depois, entre 1985 e 1987, pelo SBT. Essa série introduziu no imaginário da maioria das pessoas o que seria o futuro da humanidade.

Claro, que comigo não foi diferente e aos 11 anos de idade estava eu me imaginando andando de carros voadores ou indo para a faculdade num ônibus espacial. Obviamente que também morava numa cidade suspensa, minha família tinha postos de trabalho automatizados. Na minha ilusão, viveria numa casa que possuia toda a sorte de aparelhos eletrodomésticos e de entretenimento, como criados robôs. Teria até um cachorro, como o cão do futuro dos Jetsons, que se chamava Astor. Mas logo cresci e cai na real.

Em 1992, quando ingressei na universidade, meu meio de transporte continuava firmemente ligado ao chão. A máquina de datilografia manual continua nas redações do curso de Comunicação Social e o acesso a internet ainda não havia se disseminado entre os universitários. Naquela época, o mais próximo da tecnologia era o passe integrado utilizado no ônibus e no trem (metrô é outra coisa) e vice-versa.

Os anos passaram e aprendi que a tecnologia é lenta, porque os estudos são sérios. Que o investimento no processo é caro e de difícil acesso da maioria dos cidadãos de um país terceiro mundista. Que nos falta ainda subsídios básicos, infra-estrutura e ainda vivemos sob a ameaça da escassez de recursos naturais.

Mesmo assim, mediante essa decepção tecnológica, chego a ficar contente com os avanços na Saúde, quando cientistas apontam a descoberta de uma possível vacina contra o vírus HIV. Com essa notícia, obviamente até esqueço que ainda não moro numa casa inteligente (informatizada).

ACHISMOS é o nome destinado ao espaço onde minhas crônicas são publicadas, semanalmente, no Jornal Correio de Videira. Todas as quartas-feiras. Hoje, ela veio de antemão pra vocês.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Agora na versão cronista

Não sei se funcionava desse jeito para os escritores e jornalistas, mas ter um espaço num veículo impresso para poder prosear com o leitor é muito prazeroso. Já usufruía de uma página, aos sábados, para publicar notas, comentários, informações do cotidiano e sobre a região, homenagens. Agora, publico também uma crônica semanal, nas edições de quarta.

A primeira foi uma adaptação de um post aqui do blogue. "Ela foi salva pelo air bag" nasceu aqui mesmo, em Videira. É crônica baseada numa conversa de padaria, onde era, digamos, uma ouvinte ocular. Confira!

ACHISMOS
Ela foi salva pelos “air bags”

Não há melhor fonte de informação do que o povo. Sempre há um fato relevante e verdadeiro na “voz de Deus”. Claro que entre tantos blá, blá, blás, muito coisa tem que ser descartada por se tratar de achismos. Porém, bem no fundo há um ponto de verdade.

Há algum tempo atrás, comprava pães numa padaria da cidade e enquanto esperava por atendimento ouvia a conversa de um cidadão com outro, que estava sendo servido. Logo, pelo caminho da conversa, lembrei que de boca em boca, cada um que conta aumenta um ponto. Eles falavam sobre um acidente de trânsito, sem gravidade, que havia acontecido numa via de acesso ao interior de Iomerê. “Ela foi salva pelo air bags”, disse o senhor apontando para as próprias mamas.

A cena me remeteu a manchete de algum jornal carioca, cujo foco é o jornalismo marrom; aqueles impressos que trazem notícias populares e inverídicas. O homem continuou narrando o fato a outra pessoa, que nessa altura do campeonato já era amigo. “O corpo da mulher ficou num espacinho assim ó? O carro ficou todo imprensado e ela só sobreviveu por causa dos air bags...”
A única balconista que atendia no momento estava com os produtos embalados e a soma do consumo calculada. Mas o senhor não dava pausa no assunto. Uma jovem cliente fazia de um pacote de salgadinhos e um refrigerante, seu lanche da tarde. Porém, dava para perceber seu êxtase ao acompanhar a história do cidadão. Faltou pouco para perguntar-lhe se havia testemunhado o acidente. Provavelmente não... Eles nunca vêem ou ouvem nada.

Lembrei de novo da abordagem sensacionalista que compõe as páginas de jornais sem compromisso com os fatos, realidade e até a verdade. No jornalismo marrom nunca faltam matérias. Nunca! No outro dia, por exemplo, esta mesma mulher vítima de um acidente de trânsito com danos materiais somente, já seria capa de algum impresso sem critérios, ainda mais na sociedade machista ao qual vivemos. Nele, a manchete seria algo como: “Peitos de mulher barbeira evitam sua morte ao volante”.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Levantamento de peso:

Uma prática Saudável para Luana

Ela treina há três anos e já participou de vários campeonatos, sendo considerada a melhor atleta catarinense, na categoria até 18 anos

LUANA (NO CENTRO) É A MELHOR ATLETA CATARINENSE NO LEVANTAMENTO DE PESO, ATÉ 18 ANOS
Editoria A CIDADE

Enquanto muitas meninas fazem “biquinho” ao pegar algum objeto pesado, Luana Pereira nem chega a piscar os olhos. A jovem de 18 anos já bateu o recorde catarinense levantando 56 quilos no Supino. Tipo de exercício voltado para o desenvolvimento dos músculos peitorais, entre outros. Mas agora, ela já aumentou quatro quilos. Enquanto está deitada para cima, Luana abaixa uma barra com pesos até a altura do peito, e então a empurra para cima até que seus braços estejam esticados, ou quase isso.

Mas engana-se quem pensa que a auxiliar administrativo parece-se com uma fisiculturista. A menina que treina desde os 15 anos, por influência do irmão e treinador (conhecido como Rudi BamBam), é forte e tem músculos definidos, mas de acordo com sua estrutura física, sem exageros. Até porque, o halterofilismo é um esporte cujo atleta busca levantar a maior quantidade de peso possível, por meio de uma barra. Como objetivo, o desportista visa desenvolver a potência (força rápida e explosiva), técnica, flexibilidade, coordenação e equilíbrio. Já um fisiculturista treina e compete com o objetivo de mostrar a melhor formação muscular. Sua disputa ocorre em apresentações coletivas ou individuais, de comparação, e os requisitos são volume, simetria, proporção e definição muscular.

Quem não a conhece, não imagina que Luana já participou de vários campeonatos, tendo como resultados os títulos de campeã regional e bi-campeã catarinense de supino. Ela, inclusive, é considerada como melhor atleta catarinense até 18 anos. Resultado obtido com uma rotina de treinos diários, das 21 às 22h30. “Em vésperas de campeonatos procuro intensificar meus treinos, ter cuidados com a alimentação e dormir bem”, comenta a atleta, num tom de voz calmo, sob uma expressão sorridente.

Para ela, a prática desportista significa um hábito de vida saudável, que só traz benefícios para a saúde do corpo. No caso do levantamento de peso, Luana explica que todo o ser humano tem a capacidade de ganhar força, só que para isso é preciso dedicação e esforço. Ela gosta tanto de praticar, que indifere até a possibilidade do preconceito a respeito do fato de ser mulher. “O preconceito existe. Algumas pessoas acreditam que o sexo feminino é frágil e não tem capacidade para desempenhar um papel no halterofilismo. Que comprovadamente não é verdade, já que meus títulos são melhores do que de muitos homens com a mesma idade do que a minha”, ressalta.

Como todo atleta, sua meta é superar seus próprios limites e conquistar títulos. O que até agora vem se efetivando. Luana diz que até hoje o halterofilismo só lhe trouxe orgulho, prestígio e reconhecimento pela sua dedicação.


* * *

Jornal Correio de Videira
Edição 951 - Sábado e Domingo, 22 e 23 de agosto de 2009
Videira - Santa Catarina
Foto Divulgação


domingo, 23 de agosto de 2009

melhor não confiar nos post-it




Link

Eu adoro trabalhar com post-it espalhados pela mesa, monitor, telefone, paredes... Os amarelinhos são meus [clássicos] preferidos. Eles são minha segunda e melhor memória. Porque a primeira, com neurônios e massa cefálica, não presta!

Mas, depois desta animação - avistada primeiramente no blog Bem Legaus: O endereço das coisas legais -, melhor não confiar nos post-it.

Boa semana a todos!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Isso é só o começo

Jornalismo Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009 10:48
Diagramador é enquadrado como jornalista
Profissional entrou na Justiça para receber salário igual ao dos colegas de redação


O Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina aceitou pedido de registro de jornalista feito por um diagramador do jornal Município Dia-a-Dia, da cidade de Brusque. Os juízes da 1ª Turma rejeitaram o voto da relatora e mantiveram decisão de primeira instância por entenderem não ser necessário o diploma de Jornalismo para o exercício da profissão, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal.

O autor da ação pediu o seu enquadramento como jornalista para receber as diferenças salariais previstas nas convenções coletivas da categoria e a aplicação da jornada de trabalho especial de cinco horas. O jornal contestou o pedido, alegando que ele não poderia ser enquadrado como jornalista por não possuir diploma de graduação na área. Em primeira instância, essa tese foi derrubada com base no Decreto-lei 972/76, que diz não ser necessária a graduação em comunicação social para o exercício da função de jornalista/diagramador.

O jornal recorreu e a juíza Águeda Maria Lavorato Pereira não só manteve a decisão anterior, como acrescentou em seu voto: “Esta discussão, aliás, restou superada uma vez que em recente decisão proferida no julgamento do Recurso Extraordinário nº 511961 (em 17.06.09), o pleno do STF derrubou a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista”. Da decisão, ainda cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho.

Fonte: Coletiva.net

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Sim, isso é somente o início de uma novela que está longe do fim. Depois de 40 anos de luta pela qualificação e melhorias da profissão de jornalista, veio a oficialização do desrespeito, a marginalização de uma classe que dedica-se a formação cultural, histórica e intelectual de várias outras, por meio de sua atuação. Veio o fim da exigência do diploma para o exercício da profissão. Com esta ação do Supremo Tribunal Federal, anos de luta pela busca de um conselho normativo, por sindicatos fortes e idôneos, pela dissiminação da ética entre os núcleos, pelo respeito, pela união da categoria, por melhores salários e condições de trabalho, por especialização, entre outros benfeitorias, também foram renegadas.

Eu, pessoalmente, nunca quis ser advogada, médica, designer ou cozinheiro. Se assim o quisesse teria me especializado em uma dessas áreas. Não estudei para ser engenheira, ser analista de sistemas ou financeiro. Estudei para ser jornalista. Alimentei um sonho por anos e decidi começar pelo início. Pela academia.

Agora vejo que casos como esse do diagramador será o abre alas de muitos outros processos que abarrotarão os tribunais do trabalho em vários estados. Que assim seja então. Afinal, os ministros que decidiram. Nós, há muito tempo já perdemos o ranço, a vaidade, aos poucos, as vantagens trabalhistas, e agora, a regulamentação. Com essa regressão, em pouco tempo estaremos, novamente, vivendo tempos de censura.

sábado, 8 de agosto de 2009

O "X" da questão


Há uma semana prestei provas para um concurso público federal. A vaga era para jornalista [1], claro, e a função referente a assessoria de comunicação. Respondi as 40 questões de forma despretensiosa, pois sem estudar não tem como garantir um lugar ao sol, que é o que os meus 26 concorrentes estavam buscando para suas vidas profissionais.

Hoje em dia todos querem a garantia de um salário razoável, benefícios como auxílio saúde, transporte e alimentação. Sem falar na data certa para receber. Com os jornalistas não é diferente. O único problema é que a remuneração da categoria é diferente de estado pra estado, além de ser menor no interior - como se os profissionais que atuam fora da capital e da região metropolitana trabalhassem menos.

Essa desvalorização do profissional, do trabalho, da categoria está clara em nível nacional. O salário inicial para jornalista do Instituto Federal de Educação, Ciência e Educação [IFET] em Santa Catarina é de R$ 1,7 mil. O menor benefício referente aos cargos de nível superior. Bom mesmo é para quem será professor do IFET, o mínimo inicial é de R$ 3,5 mil, podendo chegar a salários superiores a R$ 6 mil.

Mesmo assim, nós buscamos vagas como essas para nos estabelecer na profissão, que considero como uma das mais instáveis entre os profissionais liberais. Até porque, para quem ganha o piso salarial, que fica em média em torno de R$ 1,2 mil na Região Sul, R$ 500 reais a mais, horário fixo e demais benefícios faz com que a gente reforce que valeu a pena estudar e se formar jornalista. Mesmo agora, quando um bando de políticos ignorantes tenha jogado no lixo todo o nosso esforço e superação.

Agora é esperar o resultado do certame, que está previsto para 17 de setembro próximo. E que vença a pessoa que marcou mais X nas alternativas corretas das questões.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Coluna: 1 de agosto

Produtos Orgânicos


Sempre fui uma incentivadora da produção de hortifrutigranjeiros orgânicos e da agricultura familiar. Por isso, que informou um endereço eletrônico que contém uma cartilha sobre produtos orgânicos, lançada pelo Ministério da Agricultura. O material informa a população sobre os benefícios de alimentos livres de agrotóxicos, bem como sobre a questão dos produtos transgênicos que "colocam em risco a diversidade de variedades que existem na natureza". Porém essas cartilhas não serão distribuídas porque a indústria dos alimentos transgênicos (Monsanto) entrou com uma ação que impede a distribuição. Como também defendo o direito a informação, divulgo o site onde a cartilha, ilustrada pelo cartunista Ziraldo, ainda é possível de ser encontrada: http://www.aba-agroecologia.org.br/aba2/images/pdf/cartilha_ziraldo.pdf



Riacho do Curtume
Que sirva de exemplo nos tempos de hoje. Na minha vã filosofia, o desabamento em parte da galeria do Rio Curtume, na Rua Luiz Ferlin Sênior [centro] é a resposta da natureza. Não dá para desprezar a necessidade de preservar o meio ambiente ou, pelo menos, respeitar as leis ambientais. Portanto, esse é um exemplo de que a ação de hoje é a reação de amanhã. Que há 50 anos atrás isso tenha sido ignorado por falta de conhecimento é fato. Porém, outras práticas que vão de encontro ao meio ambiente já não têm mais razão na atualidade.



Nelson e Everaldo


A dupla musical aqui de Videira está concorrendo com um vídeo no quadro Garagem do Faustão. Isso aí gente! São os talentos musicais da região divulgando seu trabalho e buscando oportunidades. Nada mais natural do que a gente dar apoio a quem é da cidade ou da região. Portando, votem no vídeo de Nelson e Everaldo, pelo link http://domingaodofaustao.globo.com/Domingao/Garagemdofaustao/0,,16989-p-V1088936,00.html Acessem, votem e divulguem a seus amigos também, afinal, o sucesso deles é também o sucesso do setor cultural de Videira, representado em mídia nacional.


A dupla Nelsom e Everaldo também possuem uma página no My Space (http://www.myspace.com/nelsoneeveraldo) e Youtube (http://www.youtube.com/watch?v=RqpBDS_M_6c). Não deixem de ouvir e baixar as canções dos músicos.

Cine Semana
Está em cartaz no Grupo Cine Videira até o dia 30, a animação A Era do Gelo 3 em quatro horários. A saga dos quatro animais em extinção pode ser vista às 15, 17 e 19 horas, além das 21h10. Já a sequência de Harry Porter, com O Enigma do Príncipe, poderá ser conferida nas sessões das 15, 18 e 21 horas. Para não perder a viagem é bom procurar chegar cedo ao cinema ou então adquirir o ingresso antecipadamente, principalmente nas quartas-feiras, quando todos pagam meia-entrada. Mais informações podem ser conferidas pelo site:
www.grupocine.com.br

Confraternização entre amigos


Na noite de 25 de julho, essa galera aproveitou o jantar organizado por Humberto Reolon para encontrar os amigos e se divertir. O grupo também não se fez de rogado e aproveitou a presença do deputado peemedebista, Romildo Titon, para um momento “paparazzi”. No cardápio, saladas, porco a pizza, pão e entrevero com pinhão.

RÁPIDAS
- Termina hoje (1⁰) a Festività All’Italiana em Arroio Trinta. Por uma semana, a cidade que é a capital da cultura italiana no Estado esteve em festa, ressaltando tradições e costumes de origem.

- Dia 5 acontece a 7ª Conferência Municipal de Assistência Social. O encontro discutirá temas de relevância social. O evento será realizado no Cevi.

- Na próxima quarta feira, dia 5, o simpático radialista Paul da Rosa estará de aniversário. Meus sinceros abraços e votos de felicidade ao comunicador e guri de Marcelino Ramos. Parabéns!


* * *

Jornal Correio de Videira
Publicação em 1 de Agosto de 2009
Ano 17 - Edição 936

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Uma eterna estudante...





Eu acredito na academia. Foi por meio de uma delas que me formei jornalista e por outra que me especializei em comunicação empresarial. Também por acreditar na eterna formação educacional e atualização de um profissional que vou me dedicar a mais uma especialização.

Gosto tanto de blogues, que tenho três. Gosto tanto das possibilidades que a internet propõe às pessoas que sem ela, talvez, não soubesse como recomeçar o trabalho no cotidiano. Não ler jornais on line, site de jornalistas consagrados, colunistas, formadores de opinião, especialistas, revistas, agências de notícias, tudo isso me deixaria desatualizada. Leio tantas coisas ao dia que - como disse o professor Ruy Carlos Ostermann em uma de suas crônicas - não chego a guardar 80% do que leio na memória. Sou daquelas que diz: “Li em algum lugar que...”

Mesmo assim, o pouco de informação que retenho em minha mente defeituosa vem da internet. Fofocas de televisão, novidades na economia, o cotidiano em algumas capitais e coisa e tal. Tudo retiro da rede. Tudo ponho nela também, por meio dos meus blogues, e-mails, site de relacionamentos, comunicadores e outras ferramentas.

Antes de cursar o MBA em Comunicação Empresarial fiz a opção por Hipermídia; com um programa ousado, vanguardista, inovador para a época e com profissionais gabaritados. Mas, infelizmente, não houve interesse acadêmico para formar a primeira turma. Dois anos depois estava fazendo minha primeira especialização e agora, quatro anos se passaram e iniciarei outro MBA - Jornalismo Digital.

É como a apresentação do curso incentiva: “Diante do panorama de evolução tecnológica, os profissionais da mídia impressa, audiovisual e dos meios digitais precisam estar preparados para os processos de convergência midiática social e cultural, propiciadas pelo acesso à informação através dos meios digitais. Portanto, atualização e formação específica para os produtores editoriais e designers inseridos neste mercado é fundamental. O MBA em Jornalismo Digital visa preparar profissionais que se interessam em atuar nessa área, oferecendo uma formação que integre competências, habilidades e reflexões sobre os novos processos, práticas e produtos da produção editorial digital, a fim de suprir as demandas do mercado”.

Por 12 meses, a partir de setembro, estarei nesse barco. Irei aprofundar conhecimentos na área de jornalismo digital, antes de partir para um mestrado, que sim, já decidi que farei. Antes de me dedicar intensamente e financeiramente a um mundo de signos e símbolos por dois anos, na melhor das hipóteses, durante meus estudos aprofundados em Semiótica. Quem sabe, daqui a 60 meses eu esteja fazendo doutorado, unindo essas duas áreas numa só tese: “O Mundo dos signos e símbolos do jornalismo digital sem códigos”.

Há 17 anos...


Quando comecei minha formação acadêmica em Jornalismo, no Rio Grande do Sul, as aulas de redação aconteciam num laboratório como esse. Cada carteira escolar tinha uma máquina de escrever, que nem de longe era nova, moderna e muito menos elétrica. As Olivettis eram artigo de luxo na redação da universidade e quem chegava atrasada em sala de aula, como eu, restava apenas o equipamento que faltavam teclas. A marca do ferro ficava no dedo na hora de datilografar textos, que na mesma aula deveriam ser entregues ao "editor chefe", chamado professor. Como canta Lulú Santos, e "assim caminha a humanidade".

terça-feira, 28 de julho de 2009

Coluna - 25 de julho


Arroio Trinta está em festa. Iniciou nesta sexta feira (24), a quarta edição da Festività All’Italiana. Ontem, os presentes se deliciaram com a eleição da Rainha e Princesas da festa e show baile com a Família Paganini. Hoje, sábado 25, o evento prossegue com palestra para agricultores e o 23⁰ Jantar Italiano. Até o próximo sábado, 1° de agosto, haverá atrações culturais diariamente, evidenciando as tradições italianas.



Femic
Foram prorrogadas e seguem até o próximo dia 14 de agosto, as inscrições para o Festival da Música e da Integração Catarinense (Femic). Esta é a terceira edição do festival, que tem o objetivo de revelar e premiar grandes talentos da música catarinense. Neste ano o evento ganha uma novidade: a realização de uma turnê estadual com os finalistas do festival e a premiação de R$ 30 mil para o primeiro lugar. Interessados em participar do 3º Femic devem fazer as inscrições pelo site www.femic.com.br. O procedimento é preencher a ficha de inscrição com o número e o seu pseudônimo, anexá-lo a uma cópia de CD com a música inscrita e as sete cópias da letra e enviar para a Secretaria de Desenvolvimento Regional do município ao qual o concorrente pertence. E, claro, boa sorte!



Festa a São Cristóvão
A comunidade e a paróquia de São Cristóvão estão em festa este final de semana com os festejos alusivos ao padroeiro dos motoristas. Vinte e cinco de julho é o dia do santo e para as comemorações haverá várias atrações, como mateada, campeonato de bocha, mateada, tarde cultural, baile e claro, a procissão no domingo. A saída é da SC-453, junto ao Monumento São Cristóvão, com café da manhã às 7 horas. A abertura oficial acontece às 8 horas com o diácono Ivaldo para depois a procissão percorrer as principais ruas de Videira até a comunidade, com a benção e Santa Missa.

Cine Semana
Está em cartaz no Grupo Cine Videira até o dia 30, a animação A Era do Gelo 3 em quatro horários. A saga dos quatro animais extinção pode ser vista às 15, 17 e 19 horas, além das 21h10. Já a sequência de Harry Porter, com O Enigma do Príncipe, poderá ser conferida nas sessões das 15, 18 e 21 horas. Para não perder a viagem é bom procurar chegar cedo ao cinema ou então adquirir o ingresso antecipadamente, principalmente nas quartas-feiras, quando todos pagam meia-entrada. Mais informações podem ser conferidas pelo site:
www.grupocine.com.br

Amizade


Essa galera aí da foto segue a risca o significado de amizade. Eles são para toda hora. Como rodou por e-mail no último dia 20, se for para sorrir ou chorar, na alegria ou tristeza, na saúde ou doença, eles chegam junto. Claro que também não poderia faltar o quesito festa. Falou eu em confraternizar, principalmente, estão todos juntos. Inspirada nesse encontro festivo, ao qual tive o prazer de participar, que aproveito o momento (mesmo que atrasado) para parabenizar a todos meus amigos aqui da cidade, pela data internacional da última segunda feira.


Aniversariantes

Hoje, no dia de São Cristóvão, a simpática Yasmin Abdalla também está em festa pela passagem de mais um aniversário. Na segunda feira (27), Faby Vertozo também comemora mais um ano de vida. E dia 6 de agosto, duas queridas amigas iniciam uma nova idade. Um abraço para Sandra Lara, mãe coruja do Luiz Otávio, e a jovem Gabriela Savaris (na foto). Parabéns a elas!


CURTAS

- Nesta segunda feira, 27 de julho, os cidadãos de Rio das Antas festejam os 51 anos de emancipação político administrativa do município.

- Tem atrações culturais no dia 31 no Centro de Eventos Vitória. É a primeira edição da Noite Cultural, que traz como tema de abordagem a Guerra do Contestado. Prestigiem!

- Dia 8 de agosto tem o Bingão da Solidariedade em prol de duas instituições: Lar O Bom Samaritano e a Rede Videirense de Combate ao Câncer.
* * *
Jornal: Correio de Videira
Coluna: Elaine Barcellos
Publicação: 25 e 26 de Julho - Edição 931
Cidade: Videira - SC

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Ela trabalha em casa, a todo vapor

HORÁRIO DE EXPEDIENTE, produção, reuniões, entre outros compromissos, são cumpridos diariamente pela bacharel em Ciências da Computação, que optou pelo trabalho remoto

FOTO DIVULGAÇÃO/CORREIO DE VIDEIRA
JANISSE TEM UM ESCRITÓRIO DOMÉSTICO E ADORA TRABALHAR ASSIM

por ELAINE BARCELLOS DE ARAÚJO

O escritório dela é em casa. A bacharel em Ciências da Computação, especializada em Sistema de Informações, atua na área de tecnologia da informação. Janisse Barbosa (30) é funcionária de uma multinacional de informática e serviços há dois anos, mas nunca chegou a compartilhar o mesmo ambiente físico de trabalho com outros colegas. O contato dela é virtual.

Janisse conta que, após passar alguns meses fora do Brasil, precisou arrumar um emprego assim que chegasse no país. Foi então que decidiu distribuir seu currículo, utilizando a internet. “Me cadastrei em vários sites de empregos para tecnologia da informação (TI), em diversas empresas do Brasil, bem como consultorias em recursos humanos. Fiz algumas entrevistas por telefone, mas nada tinha conseguido até chegar ao Brasil. Após três meses de volta, uma consultoria me contatou falando que tinha uma vaga em uma empresa de São Paulo, de acordo com o meu perfil, mas o trabalho seria home office (trabalho em casa)”.

Ela tinha noções desse método de trabalho, mesmo nunca tendo atuado dessa forma. Mesmo assim, Janisse não se intimidou e aceitou a proposta, dando continuidade ao processo de seleção, que após uma semana obteve resultado positivo. “Fiquei muito feliz e na semana seguinte fui até São Paulo, ao escritório físico da empresa para conhecer o gerente, bem como pegar meu computador. Os colegas de trabalho não tive a oportunidade de conhecer. Todos já trabalhavam home office em diversos estados do Brasil, como a grande São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia e Paraná, e alguns fora do país, como Estados Unidos, Europa e Ásia”, complementa.

Para ela, há muitas vantagens e desvantagens em se trabalhar em casa. Em um escritório físico diz que a comunicação é mais fácil e rápida. “Temos a parada para tomar café com os colegas e bater um papo sobre assuntos gerais, já no trabalho home office, nosso contato é totalmente virtual. Não temos festinhas de final de ano para reunir a turma, happy hour ou amigo secreto (só se for virtual). Às vezes sinto falta desse contato cara a cara, mas tudo é uma questão de adaptação”, revela.

Mas quando se refere a concentração, Janisse diz que o rendimento no trabalho é melhor para quem trabalha home Office. Segundo ela, o fato de não ter várias pessoas falando ao mesmo tempo e telefones tocando deixa a atenção focalizada no trabalho que está sendo realizado. A bacharel ainda ressalta que, ao contrário do que muitos pensam, trabalhar em casa é exige muito mais da pessoa do que num escritório físico. “Muitas vezes deixamos um sistema ‘rodando’ e, às vezes, durante a noite por exemplo, damos uma ‘espiadianha’”.

Em compensação, outras vantagens de se trabalhar em casa é que não é necessário perder horas no trânsito. Pode-se também trabalhar com roupas mais confortáveis, além de não ter que se molhar em dia de chuva ou nem passar frio para chegar ao trabalho.

Segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Teletrabalho, o número de profissionais trabalhando de casa cresce 10% ao ano. O trabalho remoto é uma alternativa cada vez mais procurada por quem não tem a obrigatoriedade de estar no escritório, por mães de recém-nascidos e autônomos interessados em baixar seu custo fixo. A nova organização da economia está indo cada vez mais nesta direção, e mais frequente encontrar exemplos de pessoas bem-sucedidas nas suas atividades profissionais executadas parcial ou totalmente a partir de um escritório doméstico.


Trabalho intenso no escritório doméstico


O horário de trabalho da bacharel em Ciências da Computação é um pouco diferenciado das empresas “normais”. Por prestar serviços também para os Estados Unidos, Janisse Barbosa precisa se adequar aos horários de lá, por exemplo. “Muitos pensam que por eu trabalhar em casa não tenho horário fixo, mas tenho sim”, diz ela que começa a trabalhar às 10 horas e ainda precisa realizar plantão nos finais de semana.

“Antes das 10 horas aproveito o tempo para tomar café da manhã com minha mãe e conversar. Depois, me logo no sistema da empresa e encontro os colegas virtualmente por um chat. Nesse horário ainda encontramos os colegas que trabalham na Índia, momento em que preciso verificar com eles como foram processados os dados e se tiveram algum problema”.

Depois desse contato, Janisse começa a monitorar os sistemas de informática e a desenvolver as atividades que devem ocorrer ao longo do seu dia. “Não temos horário fixo para almoçar, nem jantar. Tudo depende do funcionamento das aplicações que estamos trabalhando”.

Para trocar informações com os colegas do time, a bacharel em Ciências da Computação utiliza e-mail, telefone, chats e ferramentas de compartilhamento de tela de computador. Segundo ela, tudo isso funciona muito bem, tendo uma internet de qualidade.

DICAS

Família e negócios

Quem opta pelo home office tem de conscientizar a família de que não está disponível durante o expediente.

Espaço
Delimite um lugar dentro de casa e avise a todos que ali é seu escritório e que está a trabalhando no local.

E-mails
Marque as mensagens com cores diferentes e priorize a leitura de acordo com a seleção.

Tecnologia
É importante para quem trabalha em casa ter acesso a internet banda larga e serviço de telefonia eficiente.

Rotina
Organize uma rotina diária, com horário para começar e encerrar o expediente, respeitando os intervalos.
Ambiente
Crie um local agradável e confortável para trabalhar em casa, de preferência bem iluminado, arejado e com bom espaço.


* * *
Jornal: Correio de Videira
Publicação: 24 de julho - Edição 930
Cidade: Videira - SC

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Coluna - 11 de Julho

Exportação


O mês de junho tem sido positivo para o comércio exterior do Estado. As exportações catarinenses de junho cresceram 2,1% em relação a maio, somando US$ 618,9 milhões. De acordo com os dados divulgados ela Federação das Indústrias (Fiesc), os embarques de frango teve alta de 25,5% e de fumo, 8,7%. Pelos em alguns setores não dá para falar em crise ou reflexo dela nos negócios. Já estava na hora do empresariado deixar de se apoiar nesse argumento, para reter investimentos ou melhorias. No meu entendimento restrito, isso sim retraiu a economia local e estadual. Xô Tio Patinhas!


Parabéns

A jovem e irreverente Nicolle Abdalla está de aniversário no próximo dia 15 de julho. Felicidades guria!

Femic


Salto Veloso será a sede do da edição 2009 do Festival da Música e da Integração Catarinense (Femic) na região. Evento será realizado, pela primeira vez, no Centro de Eventos Antonio Ferronato. Sempre é bom lembrar que o Femic tem como objetivo revelar e premiar grandes talentos da música de Santa Catarina. E este ano tem novidade. Haverá a realização de uma turnê estadual com os finalistas do festival e a premiação de R$ 30 mil para o primeiro lugar. Os interessados em participar do 3º Femic devem fazer suas inscrições até o dia 26 de julho através do site www.femic.com.br. Desde já, boa sorte aos músicos que concorreram na empreitada e parabéns por divulgarem a cultura musical catarinense.



Multas
Corre um projeto no Senado e na Câmara Federal que requer reajuste de 65 a 69% no valor das multas de trânsito, como medida repressiva ao índice de acidentes de trânsito. O projeto elaborado pelo Ministério da Justiça no ano passado também prevê a vinculação do reajuste a um índice de inflação. Aqui na região, alguns condutores com certeza ficariam onerados caso a medida seja aprovada. Seja por se envolverem em acidentes graves ou por serem recordistas naqueles de pequena monta. E mesmo assim não aprendem.



Importação
As importações em Santa Catarina contam com uma nova sistemática on-line desenvolvida pela Secretaria de Estado da Fazenda, que diminui o tempo de liberação das mercadorias de três horas para, no máximo, oito minutos. Agora é possível recolher os produtos assim que eles são desembaraçados pela Receita Federal. A partir do momento em que a Receita Federal libera a declaração de importação (DI), o Sistema de Administração Tributária (SAT) da Secretaria da Fazenda recebe os dados em até 8 minutos, por meio da ferramenta chamada de mensageira.


Harry Potter


Aos fãs do bruxo adolescente será imperdível o lançamento nacional de mais uma história aventureira dele e seus amigos. Harry Potter: O Enigma do Príncipe poderá ser prestigiado no Grupo Cine Videira nos dias 15 e 16, às 15h10, 18h10 e 21 horas. A expectativa da gerente do cinema é que, a exemplo do que vem acontecendo com as sessões da Era do Gelo 3, a aventura vivida pelo bruxo Harry Potter também atraia muitas pessoas nos horários disponíveis para o filme. Confira também, em horários diversos, Transformes 2: A Vingança dos Derrotados e a Era do Gelo 3. Os valores dos ingressos para segunda, terça e quinta são de R$ 8 inteira e R$ 4 meia. Na sexta, sábado, domingo e feriados, R$12 inteira e R$ 6 meia. As quartas feiras todos pagam meia-entrada, R$ 6.

Visita diplomática

O cônsul Italiano no Brasil, Ricardo Batisti, e o embaixador da Itália, Michele Valensisi, estarão na região na próxima semana. Os dois visitam a capital catarinense da cultura italiana, Arroio Trinta, na segunda feira (13). Os visitantes estarão conhecendo as ações que estão sendo desenvolvidas na área da preservação da cultura italiana. De quebra, à tarde acontecerá em Videira uma reunião envolvendo os municípios que fazem parte da Rota Italiana, com a participação dos diplomatas, além de outras autoridades do país. Na oportunidade serão discutidos planejamentos de possíveis visitas futuras de prefeitos e empresários da região num intercâmbio com a região do Vêneto e da Rota Italiana.

Jornal: Correio do Vale
Publicação: 11 e 12 de Julho de 2009
Município: Videira - SC
Ano 17 - No. 921

sábado, 11 de julho de 2009

Charge: Diploma


Título: Diploma
Técnica: Caneta e computador
Veículo: Blog do autor
Local: Porto Alegre / RS

quinta-feira, 9 de julho de 2009

PEC quer restabelecer a exigência do diploma



Deputado apresenta proposta
que pede volta do diploma de jornalismoBloco de texto




O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) protocolou nesta quarta-feira (08/07) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que restabelece a necessidade do curso superior em jornalismo para o exercício da profissão. Para a apresentação da proposta, foram recolhidas 191 assinaturas, 20 a mais que o mínimo necessário.
“Foi extremamente importante a rápida reação da sociedade, desaprovando o absurdo cometido pela Corte Suprema brasileira, e que abriu precedente para a desregulamentação de outras profissões”, comentou o deputado sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal, que derrubou a obrigatoriedade do diploma.
Pimenta defende a volta da obrigatoriedade do diploma porque, em sua opinião, o jornalismo não se trata de uma “simples prestação de informação”. “Essa atividade é mais do que a simples prestação de informação ou a emissão de uma opinião pessoal. Ela influencia na decisão dos receptores da informação, por isso não pode ser exercida por pessoas sem aptidão técnica e ética”, afirmou.
No dia 01/07, o senador Antônio Carlos Valadares também
apresentou, na outra Casa parlamentar, PEC que pede o retorno da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.