segunda-feira, 6 de abril de 2009

Aqui é um jornalismo diferente?


Não! Jornalismo é igual em qualquer lugar do Mundo. Não existe isso de jornalismo no interior e o de cidade grande. Existem mercados diferentes, públicos diferentes, interesses diferentes, profissionais, amadores, verdades, mentiras e paciência. Muita paciência... Agora, jornalismo diferente não.

Uma coisa é certa: cada cidade tem a mídia que merece, os anunciantes que merecem, o leitor e as fontes que merecem. Com isso, o profissional da comunicação que não se adaptar tem poucas opções. Ou se adapta ao mercado local, ou tenta mudar (para melhor) ou vai embora. Eu, muitas vezes quis ir embora, agora estou adotando a posição de querer mudar o sistema para aquele ao qual tenho referência. Sinto muito, mas também considero melhor do que existe aqui.

Por exemplo, esse negócio de ter paciência para a fonte se preparar significa duas coisas para mim: gentileza e interesse profissional. Mas, deixar que a fonte, que no caso deveria ser referência no assunto no município, pois é uma instituição representativa, de categoria e pública, à vontade para se preparar é coisa de assessor de imprensa, que sempre acha que tem razão. E não estou sendo pré-conceituosa ou prepotente. Falo com experiência de causa, pois já fui assessora e também agia de acordo com os interesses dos meus clientes.

A regra para dizer não ou tenha paciência, ou espere até a fonte estiver preparada é a de sempre e utilizada em todo o Mundo: boa educação e bom relacionamento com os colegas da mídia. Dessa forma, o que o cliente quer vira lei, de acordo com o planejamento de comunicação traçado, claro. O que, na contramão, não é o caso de Videira que desconhece o significado de planejamento organizacional. Aqui, os assessores de imprensa ainda estão no tempo do trabalho tarefeiro. E se o assessorado diz que não está preparado para dar entrevista, ele não dá e também não prevê uma data para quando estará.

Só que isso funciona para o seu representante midiático apenas. Já estou cansada de ter que trabalhar de acordo com a linha editorial que os empresários, os políticos e os diretores de jornais vendidos querem. O único sapo que tenho que engolir, a contragosto e ainda manifestando opinião, é do jornal ao qual trabalho e também não serei ingênua de pensar que vou mudar a forma de agir e pensar dessas pessoas. Eles são os donos de jornais e a linha editorial é dada (ou vendida) por eles e discordando ou não, nisso eu não tenho ingerência, além do fato de poder juntar meu "lápis e bloquinho" e cair fora, se algo estiver me agredindo muito.

Porém, dá para educar a fonte, os colegas, o mercado de atuação em si. No caso, quem representa uma organização de apoio social, mantida pela administração pública, não pode se omitir por muito tempo, como neste caso específico. Nós da imprensa não temos que ficar a mercê da boa vontade de todos, que pensam que podem fazer o que quiser. Independente se mostra ou não “as verdinhas”.

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