terça-feira, 16 de junho de 2009

Amor a profissão



Quando se ama o que faz, tudo fica mais gostoso. Mesmo quando se está desestimulada, triste ou chateada com a profissão, o ambiente de trabalho ou a chefia. Para um repórter, basta sair às ruas no exercício da profissão, que o prazer de apurar fatos, de falar com as pessoas e escrever que tudo volta ao normal. Pelo menos é assim funciona comigo, que cresci querendo ser jornalista e hoje sou; bem feliz!

Ainda falta muito a degustar nessa vida que escolhi. Experimentei o rádio por três meses e não foi tempo suficiente para desmanchar a má impressão causada durante a graduação, por um professor defasado, sem vontade e nenhuma didática. Por isso, ainda preciso testar novamente. Estagiei numa emissora de televisão e amei a área de produção, mesmo querendo também fazer parte da equipe de edição. Agora temos a internet com todas as suas ferramentas e softwares que promovem a comunicação de forma diversificada. Quis especializar-me em hipermídia, mas o curso havia sido cancelado por falta de quórum, há cinco anos.

Embora todas essas curiosidades, anseios, desejos, expectativas, o que me dá prazer no momento é o contato com as pessoas. Divirto-me muito com minhas fontes, que depois da apresentação, aos poucos a conversa vai fluindo e adotando um ritmo mais a vontade. Logo, estou dando risadas com o entrevistado. Às vezes, a fonte conta um causo, uma piada, uma experiência cômica e estamos os dois rindo muito. Quando o assunto é sério, o clima não fica tão leve assim, mas dá para esboçar sorrisos ou fazer um comentário irônico sobre a situação, que muitas vezes faz o contato ficar descontraído.

Mas se há tragédia, homicídio, agressões ou acidentes, não tem jeito. Dá aquele aperto no coração e a vontade de sair correndo, mesmo tendo que ficar e começar a inquirir a pessoa, num momento de dor. Ah, o setor de segurança não é nada agradável... É polêmico, incompreendido e amargurante.

Às vezes eu penso que gosto mais de apurar a informação, obter os relatos, ter o contato direto com a fonte. Outra hora prefiro escrever, transmitir a história que traz a informação obtida. Seja qual for a circunstância, eu me emociono ou divirto-me, mas sempre volto para a casa com a sensação de que escolhi a profissão certa. A do coração. Se sou boa ou não, isso já é outra história [ou post neste caso].




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