quarta-feira, 17 de junho de 2009

Para que diploma?

Chefe de cozinha, juiz, médico, advogado, fisioterapeuta, engenheiro, professor, jornalista. Para que frequentar a academia se a formação não faz diferença na vida de um profissional? Vamos todos queimar nossos diplomas, pois eles nunca tiveram valor. Afinal, nossa atividade nada mais é do que um emprego igual a qualquer outro posto de trabalho.

Estudar as escolas filosóficas e sociais, conhecer a semiótica, adquirir técnicas de redação, arguição, ampliar o conhecimento, especializar-se em rádio, tevê, jornal e novas mídias. Aprender a história da comunicação, a origem da imprensa, as invenções que revolucionaram o Mundo. Que autodidata vai saber onde começar a buscar todas e muitas outras informações relacionadas ao jornalismo?

Nossa! Há tantos motivos para contra argumentar... Que jornalista, se não o diplomado, terá a experiência de conviver com várias pessoas de cultura e origens diferentes em sua primeira “sala de redação”, antes de entrar para um veículo de comunicação? Que pessoa que está no mercado de trabalho hoje, ainda, sem ter passado pela universidade, entende a diferença entre o new journalism e o [lide] jornalismo clássico, sem ser o que aprendeu por osmose?

Talvez o chefe de cozinha do ministro Gilmar Mendes [que se existir e tiver brio já terá apresentado sua carta de demissão] saiba me explicar. Já eu confesso: não entendo nada da arte de cozinhar. Sou apenas uma curiosa...


Concluído julgamento:

Superior Tribunal Federal (STF) derruba por 8 votos a 1 a obrigatoriedade de diploma para jornalistas. Dos 11, apenas nove votaram no plenário porque dois ministros não participam da sessão. Foram eles Joaquim Barbosa e Menezes Direito.

RANKING

ministro Celso de Mello: contra
ministro Marco Aurélio: a favor [esse é o cara!]
ministra Ellen Gracie: contra
ministro Cézar Peluso: contra
ministro Gilmar Mendes: contra
ministro Carlos Ayres Britto: contra
ministro Eros Graus: contra
ministro Ricardo Lewandowiski: contra
ministra Carmem Lúcia: contra

Um comentário:

  1. Fiquei de "cara" com essa decisão. Enquanto vejo que todas as profissões com especificidades deveriam ter essa mesma exigência legal, vem nossos "doutores" e deixam as pessoas à sorte de profissionais formados empiricamente. Então vamos acabar mesmo com as universidades, cursos acadêmicos... e vamos deixar todo mundo atender por aí como médico e dentista, é tudo igual mesmo né?

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Troque uma ideia comigo sobre essa profissão perigo...