quinta-feira, 30 de julho de 2009

Uma eterna estudante...





Eu acredito na academia. Foi por meio de uma delas que me formei jornalista e por outra que me especializei em comunicação empresarial. Também por acreditar na eterna formação educacional e atualização de um profissional que vou me dedicar a mais uma especialização.

Gosto tanto de blogues, que tenho três. Gosto tanto das possibilidades que a internet propõe às pessoas que sem ela, talvez, não soubesse como recomeçar o trabalho no cotidiano. Não ler jornais on line, site de jornalistas consagrados, colunistas, formadores de opinião, especialistas, revistas, agências de notícias, tudo isso me deixaria desatualizada. Leio tantas coisas ao dia que - como disse o professor Ruy Carlos Ostermann em uma de suas crônicas - não chego a guardar 80% do que leio na memória. Sou daquelas que diz: “Li em algum lugar que...”

Mesmo assim, o pouco de informação que retenho em minha mente defeituosa vem da internet. Fofocas de televisão, novidades na economia, o cotidiano em algumas capitais e coisa e tal. Tudo retiro da rede. Tudo ponho nela também, por meio dos meus blogues, e-mails, site de relacionamentos, comunicadores e outras ferramentas.

Antes de cursar o MBA em Comunicação Empresarial fiz a opção por Hipermídia; com um programa ousado, vanguardista, inovador para a época e com profissionais gabaritados. Mas, infelizmente, não houve interesse acadêmico para formar a primeira turma. Dois anos depois estava fazendo minha primeira especialização e agora, quatro anos se passaram e iniciarei outro MBA - Jornalismo Digital.

É como a apresentação do curso incentiva: “Diante do panorama de evolução tecnológica, os profissionais da mídia impressa, audiovisual e dos meios digitais precisam estar preparados para os processos de convergência midiática social e cultural, propiciadas pelo acesso à informação através dos meios digitais. Portanto, atualização e formação específica para os produtores editoriais e designers inseridos neste mercado é fundamental. O MBA em Jornalismo Digital visa preparar profissionais que se interessam em atuar nessa área, oferecendo uma formação que integre competências, habilidades e reflexões sobre os novos processos, práticas e produtos da produção editorial digital, a fim de suprir as demandas do mercado”.

Por 12 meses, a partir de setembro, estarei nesse barco. Irei aprofundar conhecimentos na área de jornalismo digital, antes de partir para um mestrado, que sim, já decidi que farei. Antes de me dedicar intensamente e financeiramente a um mundo de signos e símbolos por dois anos, na melhor das hipóteses, durante meus estudos aprofundados em Semiótica. Quem sabe, daqui a 60 meses eu esteja fazendo doutorado, unindo essas duas áreas numa só tese: “O Mundo dos signos e símbolos do jornalismo digital sem códigos”.

Há 17 anos...


Quando comecei minha formação acadêmica em Jornalismo, no Rio Grande do Sul, as aulas de redação aconteciam num laboratório como esse. Cada carteira escolar tinha uma máquina de escrever, que nem de longe era nova, moderna e muito menos elétrica. As Olivettis eram artigo de luxo na redação da universidade e quem chegava atrasada em sala de aula, como eu, restava apenas o equipamento que faltavam teclas. A marca do ferro ficava no dedo na hora de datilografar textos, que na mesma aula deveriam ser entregues ao "editor chefe", chamado professor. Como canta Lulú Santos, e "assim caminha a humanidade".

2 comentários:

  1. Boa tarde, "Cor de Rosa e Carvão". Mesmo não sabendo que você é, ou melhor, seu nome verdadeiro, quero te dizer que seu blogue é muito, muito, muito legal.
    Comunicação Empresarial? Você conhece a pesquisa denominada "A História da Comunicação Empresarial no Brasil"?
    Saudações,
    Cláudio Amaral
    clamaral@uol.com.br
    http://aosestudantesdejornalismo.blogspot.com
    http://blogdoclaudioamaral.blogspot.com

    ResponderExcluir
  2. Cor de Rosa e Carvão.....vc escreveu mto bem, parabéns....te adoro....bj

    ResponderExcluir

Troque uma ideia comigo sobre essa profissão perigo...