domingo, 13 de setembro de 2009

Seu trabalho ou opinião pessoal, a quem pertence?



Na última semana, dois grupos da área de comunicação restringiram a participação dos seus funcionários em redes sociais na Internet. O uso de Blogues, Twitter, Orkut e assemelhados serão regulados pela TV Globo e pela Folha. Na primeira empresa, a medida atinge tanto artistas, como jornalistas e outros profissionais da emissora. Na outra, os jornalistas foram recomendados a não se posicionarem quanto a questões políticas ou partidárias, além de terem sido vedados a reproduzir conteúdo exclusivo ao Jornal Folha de São Paulo.

Fico pensando: a vida virtual a quem pertence? E o trabalho de um profissional? Ao que entendo, a problemática vai além dos direitos autorais e a formação de opinião. Mesmo assim, as medidas adotadas pelas duas empresas só faz aumentar a confusão que as pessoas fazem em relação a vida pública, profissional e privada de cada pessoa que atua na mídia.

Em cada uma das empresas, os contratados receberam um comunicado interno. A administração da tevê disse na nota que “A divulgação e ou comentários sobre temas/informações direta ou indiretamente relacionados às atividades ligadas à Rede Globo; ao mercado de mídia e ao nosso ambiente regulatório, ou qualquer outra informação/conteúdo obtidos em razão do relacionamento com a Rede Globo são vedados, independentemente da plataforma adotada, salvo expressamente autorizada pela empresa”.

No jornal, o comunicado diz que os jornalistas que quiserem citar alguma matéria exclusiva poderão fazer referência ao material, publicando o link para o acesso do conteúdo na íntegra. “Não devem colocar na rede os conteúdos de colunas e reportagens exclusivas. Esses são reservados apenas para os leitores da Folha e assinantes do UOL. Eventualmente blogs podem fazer rápida menção para texto publicado no jornal, com remissão para a versão eletrônica da Folha”, explica o texto.

Até acredito que deva haver regras, mas daí impedir que o autor e responsável por seu trabalho não possa comentar ou emitir opinião sobre a cobertura de um fato, sem pedir autorização prévia, é uma atitude extremista. Dessa forma, é difícil as pessoas aprenderem a separar o pessoal do profissional. E a liberdade de expressão de cada um, onde fica? A opinião? O que deve ser estabelecido são definições a respeito de direito autoral e comportamento, para que não comprometimento do empregador pela atitude de seus funcionários. O resto é por conta de cada um. E tenho dito!
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