domingo, 29 de novembro de 2009

Ela venceu o Desafio do Vampiro

Kellen Dias, estudante de Designer da Unoesc Videira, reproduziu uma cena do filme Crepúsculo com uma animação e foi uma das vencedoras do concurso promovido pelo programa da Globo

ELAINE BARCELLOS
Jornal Correio de Videira





Kellen Dias fez três desenhos base para a produzir a animação


A universitária do Curso de Designer assistia ao Fantástico, edição do dia 25 de outubro, quando viu a promoção. O programa propunha que os fãs da saga dos vampiros da escritora Stephenie Meyer reproduzissem uma cena do filme Crepúsculo, com até 30 segundos de duração, e enviasse para a produção do programa. Naquela noite, Kellen Dias foi dormir com o pensamento de que precisava participar do concurso e acordou com a ideia pronta para ser posta em prática.

A jovem de 18 anos decidiu criar uma animação para retratar a cena em que a personagem Bella (Kristen Stewart) revela a Edward (Robert Pattinson), que sabe que ele é um vampiro. Com apenas um dia para criar o vídeo e postar no site do programa, Kellen fez três desenhos a mão, digitalizou, reproduziu várias expressões e editou a cena, com cerca de 30 imagens coloridas. Para sonorizar a cena, a universitária inseriu a fala original dos personagens. Com 22 segundos de duração, Kellen finalizou o vídeo e, antes de sair para a aula, enviou o trabalho pela internet. “Eu comecei depois do almoço e mandei às 17h30. Quase que não deu tempo de terminar”, complementa ela.

Kellen fez uma tentativa apenas, pois não teve muito tempo para criar. Para ela, a animação não ficou muito boa. A universitária tímida que gosta de desenhar e de animações tem a autocrítica aguçada. Mesmo avaliando como uma produção razoável, sentia que precisava participar. E no final daquela mesma semana, a produção do Fantástico avisou-a de que era finalista do concurso, numa afirmação que sua intuição estava certa.

VIDEIRENSE [DIREITA] GANHA DESAFIO DO FANTÁSTICO

Junto com dois casais de fãs também finalistas do concurso - que tinha como prêmio conhecer dois atores da série - ela foi para São Paulo, participar do quadro do Fantástico, que foi ao ar no último domingo (1º). “Na hora eu fiquei nervosa, pois não estava acreditando. Pensei que fosse um trote”. Os pais de Kellen, Madalena e Celso Dias, também ficaram com receio da única filha cair num golpe desses que ocorrem pela internet. Mas era verdade. A autocrítica da estudante também estava errada. A jovem, ao lado dos outros dois concorrentes, venceu o Desafio do Vampiro, que teve mais de três mil vídeos inscritos.

Os cinco vencedores receberam camiseta e bloco promocionais e exclusivos do filme Lua Nova, que estréia mundialmente no próximo dia 20. O grupo conheceu Kristen e Taylor Lautner, que faz o jovem índio Jacob; tiraram fotos com os atores e ganharam autógrafos. Os dois atores de Crepúsculo e Lua Nova estavam no Brasil divulgando o lançamento do segundo filme da série. Foram eles que, depois de assistirem a produção dos finalistas, decidiram por conhecer todos eles.

Ao retornar a Videira e às aulas, Kellen teve outra surpresa: ganhou uma bolsa de estudos até o final do curso. Agora ela espera que, além deste benefício, a animação lhe dê mais oportunidades. “É o primeiro trabalho de muitos outros. Quero continuar produzindo nessa área. Meus professores estão incentivando e já no próximo ano, o vídeo será divulgado na mostra que terá em Caçador”, diz a jovem, que já está feliz, pois mesmo por poucos segundos, sua produção foi vista em rede nacional.

KRISTEN STEWART E TAYLOR LAUTNER

Quem quiser conhecer a produção da Kellen para o Desafio do Vampiro, do Programa Fantástico, basta acessar o link http://www.youtube.com/watch?v=KbDmx5P6Qsc E para quem perdeu a revista eletrônica com o resultado do concurso, também poderá conferir pelo Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=ehbKb22NYw4

FOTOS DIVULGAÇÃO

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

PEC do Diploma no Senado



A Proposta de Emenda à Constituição 33/2009, que restabelece a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão, foi inserida na pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado desta quarta-feira (25/11). De acordo com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que preside a comissão, a expectativa é que o texto seja votado, já que todos os recursos foram esgotados.

Essa é a mesma avaliação do autor da proposta, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). Ele informa que participará de uma solenidade marcada para o mesmo horário da reunião da comissão, mas que, caso seja necessário, deixará o evento para pressionar a votação. “Eu quero que ela seja votada. Quanto mais rápido, melhor”, afirma.

Entretanto, existe a possibilidade de que a discussão de outro projeto ocupe o tempo da reunião e a votação seja adiada. Na Câmara dos Deputados, onde uma proposta semelhante foi aprovada, a votação só ocorreu após um pedido de inversão de pauta.


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

As dores do Mundo no infinito particular


Tem repórter que gosta de fazer matérias para a Editoria de Polícia. Eu não. Não do jeito de agora, embora não saiba se existe outra forma. Mas penso que nessa editoria, o jornalismo investigativo deixaria de ser latente, para se tornar onipresente. O que faço é relatar e retratar os fatos acontecidos, sob a versão oficial ou, então, sob a versão alternativa.

Minha curiosidade inicial era sobre o cotidiano de um repórter policial nas delegacias. Porém, por aqui o trabalho é tosco. Isso porque as fontes oficiais não mantêm um relacionamento fiel, aberto e bem disposto com a imprensa local. Essa falta de confiança - e também de respeito com o trabalho jornalístico - acaba prejudicando o cotidiano tanto de um, quanto de outro. Cria inimizades e desconfiança. É chato...

Outro problema é quando abordo famílias vítimas de tragédias ou de homicidas. Se sente as dores do Mundo num infinito particular que não é seu e que só pediu para entrar por uns poucos minutos. Tempo suficiente para temer a morte ou para repensar a vida. E para questionar: “Com que direito?...”

Em outros momentos fico chocada com o descaso pela vida. Quando familiares ou amigos convivem tanto com a miséria, o desleixo, os problemas sociais, que perder um ente é só mais uma possibilidade viável. Que perder alguém assassinado ou por overdose é só mais um na estatística. Triste. Nisso, só me resta os exageros do melodrama, para não ser mais uma a banalizar a vida, desta vez na página de jornal.

Será?!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Mal ou Mau?

Por Gabriela Cabral

Apesar de tais palavras serem semelhantes, possuem significados distintos. A utilização dessas palavras deve estar embasada nas regras gramaticais da Língua Portuguesa. Segue abaixo os respectivos significados e a forma com que devem ser empregadas.

Mau

A palavra mau é um adjetivo utilizado para acompanhar um substantivo. Opõe-se a bom e pode ser utilizada no plural e no feminino, segundo a necessidade. Exemplos:

Você é um mau aluno.

Vocês são muito más.

Aqueles garotos são maus.



Mal

A palavra mal pode ser um advérbio de modo, uma conjunção ou substantivo. Opõe-se a bem, porém quando é empregado como conjunção emprega-se como sinônimo de apenas. Exemplos:

Mal saiu de férias, já deve voltar para a escola. (conjunção)

Aquele garoto saiu mal na prova de ontem. (advérbio de modo)

Você não sabe o mal que me fez. (substantivo)



Veja links relacionados:

Brasil Escola – Fala sobre a forma e grafia de mau, mal e outras palavras.

Mundo Educação – Fala sobre a diferença entre mau e mal e de outras palavras semelhantes com significados diferentes.


* * *

Nunca esqueça disso Elaine... Nunca mais!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Vitória dos jornalistas

PEC é aprovada na CCJ da Câmara Federal

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou hoje pela manhã (11/11) a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 386/09, conhecida como PEC dos Jornalistas. A votação se deu por orientação de bancada. Assim, não foi necessária votação nominal. O único partido que se posicionou contrário à aprovação foi o PSDB.
O próximo passo será o encaminhamento da proposta para uma comissão especial, que será criada na Câmara com o objetivo de discuti-la. Em seguida, a PEC será votada no Plenário da Câmara, onde precisará da aprovação de 3/5 dos deputados em votação de dois turnos.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), autor da PEC, considera que a apreciação da matéria pelo plenário da Câmara ocorrerá ainda neste semestre. Isso porque o presidente da Casa, deputado Michel Temer (PMDB/SP) se comprometeu a criar a comissão especial assim que a mesma fosse aprovada pela CCJ.

domingo, 8 de novembro de 2009

Com a boca no trombone, mas sem dizer o nome



Todo mundo tem alguma denuncia ou reclamação para fazer. Mas ninguém nunca quer assumir a responsabilidade pela reivindicação. Querem que o jornalista seja o seu porta-voz e arque com todas as consequências. Pois bem, vou por a boca no trombone aqui.

Eu, Elaine, cidadã, tenho todo direito de buscar meus direitos sociais, legais, do consumidor, políticos e tudo mais que me diga respeito, sem que ofenda ou desrespeite o próximo. Mas, daí, eu, jornalista, ter que fazer isso para os outros como se fosse meu papel social profissional? Ah, isso não!

Pois isso acontece cotidianamente na vida dessa periodista aqui. As pessoas ligam e já saem relatando seus problemas, como se fosse só isso, para virar notícia ou página de jornal no dia seguinte.

- Alô?
- Quem? [Sim, nem um “quem está falando por favor”...]
- Elaine...
- Tu trabalhas no jornal né?
- Sim.
- Eu tenho uma denúncia pra fazer. Um furo de reportagem. Interessa-te?

Claro que me interesso. Denúncias sempre são bons assuntos para matérias, desde que, quando os dados são apurados, eles se confirmem e tenham alguma relevância. É aí que entra o problema. Na hora de averiguar os fatos, ninguém nunca quer falar por medo de represálias, principalmente quando se trata de um órgão público.

- Mas tem que aparecer meu nome?

Isso já assusta o interlocutor, mas é preciso. Defender o anonimato da fonte não é para qualquer um ou qualquer denunciazinha. Não arrisco minha credibilidade por pouca coisa não.

Eu tenho que conferir se a queixa é verdadeira ou não. Também tenho que dar o direito ao denunciado de contar a sua versão. Além de buscar os meios, métodos, ou procedimento correto ou tradicional sobre o fato. O que deveria ter sido e não foi.

Mas quem quer dizer que está sendo enganado, mesmo com razão? Ninguém. Preferem, então, não relatar o caso. E quando, depois de convencidos de que não irão sofrer ameaças, represálias, retaliação, voltam a tremer quando pego a máquina fotográfica. Foto? Não!

- Melhor deixar assim...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Fotojornalismo


O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina e a Associação Catarinense de Imprensa (ACI) abriram as inscrições para a terceira edição do Troféu Olívio Lamas de Fotojornalismo, principal prêmio do segmento em Santa Catarina, que tem o patrocínio da Eletrosul. Com premiações em dinheiro de R$ 3 mil (vencedor), R$ 2 mil (2º colocado) e R$ 1.000 (3º lugar), a iniciativa homenageia Olívio Lamas, um dos mais famosos repórteres-fotográficos do país, que atuou por quase 20 anos no estado e faleceu em julho de 2007. As inscrições seguem até o dia 20 de novembro e esta edição traz uma novidade: os estudantes de Jornalismo das faculdades do estado podem participar, com um trabalho por curso. O regulamento está disponível nos sites http://www.sjsc.org.br/ e www.casadojornalista.org.
Foto: Google
Fonte: Rede Acaert de Notícias