sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

INTERNET: Campus party



Ex-blogueiros contam por que deixaram suas páginas
Izabela Vasconcelos, de São Paulo



Mais de 175 mil blogs são criados por dia, desse total, muitos abandonam suas páginas. No painel “Existe ex-blogueiros”, na Campus Party nessa quarta-feira (27/01), Gilberto Knuttz, criador do ueba.com.br; Gabriel Von Doscht, do dequejeito.interbarney.com; Rafael Capanema, do rafaelcapanema.interbarney.com; e Clarissa Passos, do garotasquedizemni.ig.com.br, moderados por Tiago Dória, discutiram alguns dos motivos que os fizeram parar de escrever.

Para Clarissa, havia retorno financeiro, mas faltou motivação para o blog que durou cinco anos. “Fizemos o 'garotas' em 2003 por pura diversão. Depois conseguimos um contrato com o IG, mas chegou uma hora que não estava dando mais prazer”. A jornalista disse que o espaço conseguiu muitos leitores e fez questão de explicar o fim do blog ao público. Gilberto Knuttz perdeu o número de blogs que começou e parou. Mas hoje está firme no CyberVida, com atualizações diárias.

Rafael Capanema, que hoje é repórter do caderno de informática da Folha de S.Paulo, também deixou de escrever por falta de motivação. “Os posts têm que ser espontâneos, não forçados. Já fiz dois pressionados e não ficaram bons”, afirma.

Os debatedores também citaram casos de plágios como um dos motivos que irritam os blogueiros, que muitas vezes não encontram onde se defender. “Um blogueiro sempre copiava meus posts, e ainda recebia comentários por eles. Quando o procurei, ele disse que eu que tinha invadido o computador dele para copiar os textos dele”, conta Von Doscht, que deixou sua página mas não a tirou do ar porque pretende postar alguma “vez na vida”, como ele mesmo explica.
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Os blogueiros também têm que estar preparados para lidar com a pressão dos leitores, que cobram por atualizações e novidades. “Uma vez fiquei dois dias sem atualizar e me ligaram porque tinha um boato de que eu tinha sofrido um acidente”, lembra Von Doscht.

O moderador, Tiago Dória, que também é blogueiro, lembrou que “o blog é uma mídia de uma pessoa só, e por isso a pressão é maior”.

Quando deixam suas páginas, os ex-blogueiros procuram se expressar de outras formas, como por exemplo, pelo Twitter, Facebook ou outros trabalhos paralelos. Apesar disso, não acreditam que uma mídia substitua a outra. “As vezes dá vontade de voltar, mas o Twitter e Facebook quebram um galho. Mas cada um é uma plataforma diferente. O Twitter não vai acabar com os blogs”, declarou Clarissa.


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