quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Canadenses conhecem Videira e região


Melanie e David foram recebidos pela família de Patrícia, que há sete anos foi intercambista na cidade deles, em Castor, na província de Alberta


FOTO ELAINE BARCELLOS

CANADENSES SÃO RECEBIDOS POR INTERCAMBISTA VIDEIRENSE



ELAINE BARCELLOS
Jornal CORREIO DE VIDEIRA


Conhecer novos costumes, tradições e culturas. Esse foi o objetivo da primeira viagem do casal Melanie e David Robertson ao decidirem vir ao Brasil. Os dois, que já fizeram viagens de turismo individualmente, agora optaram por fazer um passeio, onde o foco fosse o aprendizado. Como primeira opção, os dois vieram à Videira, cidade onde reside a família da estudante Patrícia Nara Bonetti Ribeiro.

Hoje, a jovem tem 23 anos, mas, quando decidiu ser intercambista tinha apenas 15 anos. Patrícia optou por uma cidade do Canadá para fazer o estudo da língua inglesa e conhecer outra cultura. Foi na casa de Melanie e David, na cidade de Castor, que ela foi parar. “Eu fazia inglês desde os 7 anos e desde então eu sonhava em viajar. Quando minha professora voltou dos EUA, ela contou sua experiência em sala de aula e foi decisivo pra mim. Então, eu só escolhi o país”, conta a estudante.

Patrícia foi à primeira intercambista que os canadenses receberam em seu lar. Ela passou um ano, de agosto de 2002 a julho de 2003, na pequena cidade, que tem até hoje mil habitantes. Depois dela vieram estudantes japoneses e alemães para conhecerem a província de Alberta e aperfeiçoar os conhecimentos na língua inglesa. “Nossos filhos estavam crescendo e em pouco estariam em idade de sair de casa. Queríamos ter essa troca de aprendizado e aproveitamos para receber jovens estrangeiros”, comentou Melanie.

Sete anos depois da visita da estudante, que hoje cursa engenharia florestal, o casal decide retribuir a visita. Eles chegaram dia 9 ao Brasil e ficam até o dia 22. Aqui na cidade, eles já conheceram algumas localidades, entre elas um sítio na área rural de Videira, e o carnaval de avenida de Joaçaba. “Está sendo muito boa nossa viagem. Estamos conhecendo muitas coisas diferentes, além do clima, que é de 20 a 30 graus mais quente que o nosso”, comenta David. Ele é produtor rural e mantém em sua propriedade, criação de gado e búfalo, além de exercer outras atividades. Conforme a temporada, também exerce a função de marceneiro, jardineiro e construtor na sua comunidade.

Melanie comenta que o mais lhe chamou atenção em Videira foi a geografia, a flora, o clima e a culinária local. “Aqui tem muitos morros, muitas plantas, árvores e flores. Na nossa região não vemos verde assim, pois é muito frio. Nossa temperatura média é de 20 graus negativos”, comenta a diagramadora e responsável pelo departamento comercial do jornal de sua cidade, Castor Advance. Dos hábitos alimentares da região, ela ressalta a diversidade de legumes e verduras, além da variedade do cardápio para a hora do almoço. Costume que pretende adaptar em sua casa quando voltar.

O consenso entre as duas experiências foi a respeito da temperatura. Patrícia disse ter estranhado e sentido muito frio quando viveu em Castor. “Senti muita falta do calor quando estive lá, onde a temperatura era sempre abaixo de zero. Durante dois dias cheguei a pegar 55 graus negativos”, disse a jovem. Já o calor para os canadenses criou desconforto na hora de dormir. “Tivemos dificuldades com o clima quente. Nossos pés incharam e o calor às vezes não nos deixa dormir”, complementa Melanie.

Porém, no geral, tanto Patrícia, quanto o casal estão satisfeitos com o intercambio que vivenciam. Segundo eles, é um aprendizado que não esquecerão.


FOTOS DIVULGAÇÃO
1) FRIO É CONSTANTE NA CIDADE CANADENSE DE CASTOR
2) ESTRANGEIROS SE ENCANTAM PELO CARNAVAL DE JOAÇABA

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Justo. Justíssimo!

Jornalismo Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010 17:59



Ministério admite falha em norma para registro de jornalistas e problema deverá ser corrigido até o final desta semana


O Ministério do Trabalho e Emprego confirmou que houve falhas na comunicação interna sobre a norma para a emissão de registro para jornalistas. A orientação correta é para que os jornalistas diplomados na área recebam a distinção “Jornalista Profissional” e os que não possuem graduação específica, “Jornalista/Decisão STF”, mas a norma não estava sendo seguida por todas as regionais do Trabalho.
O órgão acatou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em junho de 2009, derrubou a obrigatoriedade de diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Conforme publicado no site Comunique-se, o ministério informou que o problema será resolvido até o final desta sema
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Fonte: Coletiva.net

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pulseiras do sexo ganham adeptos em Videira


Jovens aderem à moda dos braceletes coloridos, muitos sem saber de seu significado erótico. Na cor preta, a pulseirinha de silicone tanto pode manter sua inocência, quanto ter outro significado – sexo

FOTOS ELAINE BARCELLOS

Jovens usam braceletes como acessórios,
sem se importar com o significado das cores


ELAINE BARCELLOS
Jornal CORREIO DE VIDEIRA


Elas existem há anos. Os braceletes de silicone, coloridos, usados há gerações pelas meninas, este ano voltaram à moda, mas desta vez com outra conotação. São pulseiras comuns, que qualquer menina, e agora até os meninos, usa para ir ao colégio. Elas têm cores vibrantes e podem ter significado e aparência inocente, para quem assim quiser.

Thamyê Baseggio (17), modelo, comprou suas pulseiras em São Paulo, em novembro do ano passado. Ela já tinha visto muitas meninas usando o acessório em várias ocasiões e achava bonito. Procurou aqui na cidade, mas não havia encontrado. Para ela, o significado das cores é ignorado. “Eu sei que são conhecidas hoje em dia como pulseiras do sexo, mas esse contexto não me interessa, pois as uso como acessórios simplesmente”, afirma.

Assim com a jovem, muitos outros adolescentes e até crianças usam os braceletes como complemento do seu visual ou apenas por que “são legais”. Segundo Thamyê, quem faz as regras é quem as usa. A modelo, por exemplo, comprou quase todas as cores, e as combina com suas roupas, no dia a dia, independente de “modismos”.

As pulseiras foram erotizadas na Inglaterra. A moda chegou ao Brasil no ano passado, juntamente com seu modo de usar. Se o menino ou a menina arrebentar a pulseira de determinada cor, obrigaria o portador da pulseira a se submeter ao ato correspondente àquela coloração. Pulseira amarela, por exemplo, equivaleria a um abraço. Pulseira preta, a sexo.

O estudante secundarista, Guilherme Monfroi (15), também utiliza as pulseiras. Ele, ao contrário da amiga Thamyê, sabe o significado de todas as cores. A roxa, por exemplo, quer dizer beijo com direito a sexo. Ele conheceu os códigos depois de ler na internet sobre o assunto, mas também usa os braceletes como acessório para complementar seu vestuário. “Eu acho bonitas as cores dos braceletes e só busquei conhecer o que remete cada cor por curiosidade”, diz o jovem.

Não se sabe como surgiu esse código nem como ele se espalhou entre os adolescentes. Na Inglaterra, as pulseirinhas ganharam o nome de shag bands (algo como “pulseiras da transa”). Lá também surgiu o jogo chamado “snap” (estouro, na tradução do inglês) e o dicionário de cores. Não demorou muito para a novidade se espalhar pela internet e chegar ao Brasil. Redes sociais como Orkut e Facebook têm comunidades dedicadas aos fãs das pulseiras. E muitos jovens no Mundo usam shag bands como disfarce de suas intenções sexuais frente aos adultos ou pais.

Pulseirinhas têm grande procura em Videira

O estudante Bruno César Lima (15) segue a moda das pulseirinhas, mas não pratica os códigos das cores. Ele as usa por estilo, como seus colegas de colégio. O menino tem conhecimento do código das cores, mas afirma que não as segue. “Nunca estourei uma pulseira e também nunca vi ninguém fazer isso entre meus amigos. Acredito que se acontecer será de brincadeira”, comenta o jovem, que é filho da dona de uma loja de bijuterias e acessórios na XV de Novembro. “Muita gente estava pedindo pra ela as pulseirinhas, principalmente agora para o carnaval. Ela já aproveitou e trouxe para mim também”. Bruno tem quase todas as cores e junto com seus amigos e colegas de colégio, também as usa.

Em outra loja de acessórios, na Pedro Andreazza, os braceletes começaram a ser vendidos no final do ano passado. As vendedoras contam que o auge foi entre final de novembro e início de dezembro, quando surgiu a moda aqui em Videira. No último mês do ano, a procura foi intensa e começaram a encomendar mais unidades, devido a grande procura. Elas acreditam que com a volta às aulas, volte o “boom” pelo adereço.

Nesta loja, cada embalagem vem com 20 pulseirinhas, de uma só cor e são vendidas a R$ 1. A procura é diversificada: meninos, meninas e mães que atendem ao pedido das crianças. Maria Bernadete Veiga comprou dois pacotinhos para o filho de 10 anos, Lucas Hiago. Ela comprou o acessório sem saber dos códigos, mas não percebe maldade no uso dos braceletes coloridos. “Hoje, as pessoas estão mais abertas e acabam desenvolvendo menos pré-conceitos. Eu, por exemplo, não vejo maldade em crianças e jovens com essas pulseirinhas. Depois, o Lucas já recebe orientação sobre sexualidade na escola desde a 3ª série, e ainda assim mantém a inocência. A maldade está na cabeça das pessoas”, diz Bernadete ao saber sobre as shag bands.


FOTO: Bruno pediu para a mãe lhe trazer as pulseiras

sábado, 13 de fevereiro de 2010

TRT-RS confirma filiação de jornalistas não-diplomados

Jornalismo Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010 14:07

Sindicato deverá
cumprir o procedimento
normal de filiação

O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul terá que filiar Edwin Rudyard Wolff Dick e Elisete Pereira de Souza, dois jornalistas não-diplomados. Esta é a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS). A Desembargadora Ana Luiza Heineck Kruse deferiu parcialmente o mandado de segurança interposto pelo Sindicato, com a tentativa de cassar a liminar concedida em primeiro grau.
A liminar mantém a ordem de emissão de carteira nacional e internacional de jornalista aos dois profissionais, mas muda a configuração da multa fixada na origem. O Juiz da 29ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, Rafael da Silva Marques, havia determinado a filiação em 24 horas e a emissão das duas carteiras em dez dias, sob pena de multa.
A Desembargadora determinou que o procedimento seja o mesmo adotado junto aos outros sindicalizados. Por exemplo, a cobrança de taxas e o encaminhamento do pedido da carteira internacional junto à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). A multa só incidirá caso o sindicato não cumpra o procedimento padrão.
Nos fundamentos do Juiz para o deferimento da liminar foi citada a decisão do Supremo Tribunal Federal pela não-obrigatoriedade do diploma. Na apreciação do ato, a Desembargadora releva que a filiação dos profissionais, enquanto discutida sua possibilidade, não acarreta qualquer prejuízo ao Sindicato.
Edwin Dick e Elisete de Souza comprovaram, com apresentação de matérias jornalísticas assinadas, que atuam como correspondentes de uma revista náutica. Entraram com ação na Justiça do Trabalho para garantir as carteiras de jornalistas. O Sindicato, em sua defesa, alegou que a carteira não é necessária para o exercício da profissão.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Acordo Ortográfico (I)


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Gente, de onde veio esse quadrinho tem muitos outros. Aguardem a sequência da série.