quinta-feira, 20 de maio de 2010

BICICLETAS


Morros e aclives desgastam veículo


Para passeio, esporte ou trabalho.
A bicicleta em Videira é uma alternativa veicular que possui adeptos
até mesmo para subir morros ou percorrer longas distâncias

ELAINE BARCELLOS
Jornal CORREIO DE VIDEIRA


Difícil de acreditar, mas tem muita gente que anda de bicicleta por Videira e não só na via pavimentada e plana. Jovens utilizam o veículo para se locomover entre um bairro e outro e ainda se aventuram a subir e descer os morros da cidade. Outras pessoas até se locomovem para o local de trabalho com uma bike. Porém, de acordo com o mecânico de bicicletas Rodrigo Tadeu Tovaiol, eles estão em número bem menor. O mais comum são os modelos infantis, utilizados para o lazer e a brincadeira da criançada, que pouco saem de casa.

Rodrigo estima que cerca de quatro mil bicicletas faça parte do dia a dia das pessoas nos últimos três ano. Ele diz que só na Vilpe Bikes, onde trabalha, costuma montar uma média de 500 novas unidades ao ano, de marcas e modelos nacionais e importadas vendidas no comércio local. “Tem bastante bicicletas por aí, mas a gente não costuma vê-las nas ruas, circulando. A maioria está em casa, com as crianças, que são os modelos infantis”, complementa o montador.

Na loja, localizada no bairro Dois Pinheiros, ele diz que costuma consertar muitas delas. A mais utilizada pelos jovens é o modelo Cross. Comenta que são eles que andam de bike pela cidade, subindo e descendo morros, e por isso estão sempre ajustando algum item, pois o desgaste com as elevações e pavimentos irregulares é muito grande. “Elas estragam bastante por causa dos morros que têm em Videira. Essa é a causa do desgaste maior e, geralmente, preciso trocar rolamentos, freios e desentortar eixos”, diz o mecânico. Para os mais moderados com o veículo, ele aconselha uma revisão a cada três meses. “Vai depender do perfil do usuário e do modelo, mas, quem usa a bicicleta todo dia, e em qualquer lugar, aparece aqui pelo menos uma vez na semana”.

O técnico comenta que os modelos cross, dal rio e mountain bikes são os utilitários mais comuns para a prática esportiva, sendo o primeiro mais o líder entre os usuários jovens para locomoção. “A bicicleta é um veículo muito usado em termos de esporte e lazer. Só para o trabalho que não é tanto assim”, opina Rodrigo.

No mês de junho, a Vilpe Bike completará três anos de oficina e loja na cidade. A idéia de abrir o negócio surgiu com Pedro Oliveira, que na época queria ter uma atividade alternativa para a atividade que desempenha atualmente. O funcionário público pretendia se aposentar e arriscou no ramo de comércio de bicicletas, peças e manutenção. Ele garante que deu certo. “Estou satisfeito com a escolha, pois o ramo de atividade está bom e se desenvolvendo”, finaliza o empresário.

FOTO: GOOGLE

domingo, 16 de maio de 2010

Quero a sorte de um trabalho tranquilo


Trabalhar num jornal diário tem seus benefícios. Um deles é o amadurecimento do profissional em relação à organização e busca de pautas, público alvo, formação de leitor crítico e ainda melhoramento na apuração. O repórter tem que ser mais ágil, estar com as idéias articuladas, ser perspicaz. Sinto-me mais confiante depois de aproximadamente 12 meses nessa rotinha.

Agora, quem começou a experiência de repórter em semanal ou quinzenal, não reclama. É uma vida mais tranquila. Preparar uma pauta que será abordada com mais capricho, profundidade e com a possibilidade de abordar mais de uma linha de pensamento é o encanto desses periódicos.

Estou deixando o jornalismo diário. Não sei se por pouco ou se para sempre, mas meu desejo é não mais me infiltrar nesse mercado. Judia demais do profissional, principalmente no interior, onde tudo é ao gosto do patrão. Eu não tenho mais idade para isso não. Quero a paz de um semanal, quinzenal ou de uma revista mensal ou especializada. Ou a agitação organizada e harmônica de uma assessoria. Qualquer movimento a mais, considero fora da minha faixa etária [sorriso].

Mas, quem sou para saber como o mercado jornalístico de uma capital irá me receber. Por sorte estou munida de muita vontade e disposição. Depois eu vejo o resto...

COPA

Oito dias na África ou 30 na Europa





Valores elevados inibem as viagens à África do Sul. Passagens aéreas e hospedagem são os maiores vilões dos amantes do futebol brasileiro para esta edição da Copa do Mundo





ELAINE BARCELLOS
Jornal CORREIO DE VIDEIRA


A menos de 60 dias para o início da Copa do Mundo da FIFA 2010, torcedores de todos os lugares planejam as suas viagens de modo a garantir um lugar no primeiro mundial a ser realizado em solo africano. Para os brasileiros, o momento esperado acontece a partir de 15 de junho, quando a seleção do Brasil estreia no campeonato. Porém, quem quer conferir a primeira rodada dos jogos e ainda fazer turismo pelas cidades africanas que serão sede do campeonato, tem que se apressar.

Quanto mais tempo os interessados levarem para contratar um pacote turístico, mais caro ele fica. Segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), os preços dos pacotes para a África do Sul podem chegar até R$ 41 mil por pessoa. O alto valor para a viagem obrigou as operadoras a criar pacotes “bate-volta”, que custam menos e permitem ao torcedor a assistir a apenas um jogo da seleção brasileira.

De acordo com o Grupo Águia, que reúne as operadoras de turismo credenciadas pela FIFA para comercializar os roteiros, já foram vendidos aproximadamente 5,1 mil pacotes. A expectativa das empresas é vender um pouco mais: 5,5 mil dólares, contra os sete mil comercializados para a Copa 2006, na Alemanha.

O mais acessível deles consultado pela Agência de Turismo Átria Viagens, de Videira, está saindo por U$ 7 mil. Ele oferece ao consumidor a hospedagem em hotel durante oito dias, com café da manhã; translado de ida e volta aos jogos; um ingresso para uma partida da primeira fase, no valor de U$ 160; um passeio e o seguro de viagem internacional. As passagens aéreas com saída e chegada em São Paulo, mais as taxas de embarque, não estão inclusas nesse valor. Somente o translado até a África do Sul teria um custo adicional de U$ 1,850.

A agente de turismo da Átria, Denise Frühauf, estima que a viagem completa oferecida por esta operadora fique em torno de U$ 10 mil, sem as despesas locais e as demais refeições. Segundo ela, uma viagem de turismo para a África do Sul se torna mais cara devido as longas distâncias dos translados, que acontece por via aérea, mais a hospedagem, que em vista de um evento mundial, tem as diárias elevadas. “Hoje, a lâmina de valores para o pacote turístico de oito dias, mais em conta, para a Copa na África do Sul fica em torno de R$ 20 mil por pessoa. Com este mesmo recurso, pode-se fazer um tour pela Europa durante até 30 dias”, comenta Denise.

Para deixar mais em conta as viagens, o cliente pode contratar os serviços separadamente. Porém, Denise não recomenda esta opção devido o risco da pessoa não conseguir hospedagem e nem ingressos para os jogos quando desembarcar no continente africano. Em todo o Brasil, as agências comercializam pacotes para o Mundial da FIFA na África do Sul há dois anos. Aqui em Videira e no Meio-oeste, por meio da Átria, nenhuma pessoa contratou os serviços turísticos, sendo a procura esporádica. “Desde o ano passado as pessoas nos contatam para saber valores, mas tem sido uma média de uma por mês”, complementa.

O primeiro jogo da seleção está marcado para o dia 15 de junho, às 15h30, no Estádio Ellis Park, em Johanesburgo, contra o time da Coréia do Norte. O segundo acontece cinco dias depois, 20 de junho, no mesmo horário e cidade, mas no Estádio Soccer City, contra a seleção da Costa do Marfim. Já o último da primeira rodada é dia 25, na cidade e Estádio Durban, às 11 horas - sendo todos no horário de Brasília.


LOCAIS DOS JOGOS NA ÁFRICA DO SUL

Bloemfontein (Mangaung)
Estádio
Free State
Cidade do Cabo
Estádio
Green Point
Durban
Estádio
Durban
Johanesburgo
Estádios
Ellis Park e Soccer City
Nelspruit
Estádio Mbombela
Polokwane
Estádio
Peter Mokaba
Port Elizabeth
Estádio
Nelson Mandela
Pretória (Tshwane)
Estádio
Loftus Versfeld
Rustenburg
Estádio
Royal Bafokeng

FOTO: GOOGLE - Copa das Confederações na África do Sul em 2009
TEXTO: Publicado em abril na mídia impressa e não atualizado e nem adaptado para a internet.