terça-feira, 31 de agosto de 2010

JB Impresso: morto e encerrado


FOTO: AFP


O JB sempre foi um jornal de vanguarda. Ele era um dos impressos mais antigos do país em circulação e o que saia publicado em suas páginas era informação com credibilidade. Se saiu no Jornal do Brasil, então era verdade...

Era o meu favorito. Sempre com notícias e fatos relatados de forma simples e direta. Sem meias palavras e com fontes sérias. Quando estagiava em assessorias de órgãos públicos, o rejeitado JB vinha parar na minha mesa. Eu agradecia, diariamente. Há quem preferisse O Globo ou O Estadão. Eu não...

Meu sonho era ser repórter do JB. Aceitava, inclusive, o fato de ter que morar no Rio de Janeiro – cidade que considero maravilhosa, mas cujas grandes distâncias me fazem arrepiar.

Quando estive por lá, durante cinco meses, meu primeiro veículo em busca de trabalho foi lá. Quando passava pela Avenida Brasil, via de longe o letreiro do prédio que por muitos anos abrigou a redação do JB. Mas foi nas novas dependências, no Centro da cidade maravilhosa, que deixei meu simplório currículo, de uma estudante de jornalismo em fase final de curso. Naquela época, era já o reflexo da crise financeira que a empresa familiar passava.

Mesmo com os alicerces fragilizados, a empresa nunca deixou de ser inovadora. O tradicional impresso, criado em 1891, foi o primeiro a ter edição online - em 1995. Os outros engatinhavam ainda ou arrepiavam a ameaça virtual sobre a possível extinção das edições impressas. Agora, a partir de amanhã, o JB trará suas manchetes apenas pela internet, com acesso "free" durante 15 dias aos navegadores da rede mundial de computadores. Depois, só por assinatura.

Os funcionários, desgostosos da situação atual, protestaram hoje. Eu também lamento... Mas parece não ter volta. Afinal, o velório da versão impressa do JB correu por agências de notícias, sites e edições virtuais de jornais de todo o Brasil ao longo do dia. Amanhã o assunto já estará morto e encerrado.

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sábado, 28 de agosto de 2010

Blogues x Grande Mídia

Blogues assumem a contra-informação no Brasil




323 jornalistas e comunicadores se juntaram para discutir o poder e o alcance dos blogues e debater a comunicação – de maneira geral – em São Paulo (SP), durante o 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas. O encontro ocorrido entre os dias 20 e 22 de agosto aproximou uma rede em expansão na internet de blogueiros conhecidos por fazerem o contraponto jornalístico dos fatos e opiniões da grande mídia.

Os jornalistas se classificam como independentes e ativistas dos movimentos sociais. O uso do blog foi a maneira que encontraram para driblar o bloqueio midiático a determinados assuntos e combater a concentração dos veículos de comunicação no Brasil.

A Radioagência NP conversou sobre o Encontro de Blogueiros com um dos organizadores do evento, o jornalista Rodrigo Vianna. Rodrigo também é diretor de Comunicação do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, que articulou o fórum. Acompanhe.


Radioagência NP: Rodrigo, a partir do encontro, os blogueiros se dispuseram a fazer reuniões em pelo menos 19 estados brasileiros. Você considera que esse primeiro encontro foi um marco da comunicação social no Brasil?

Rodrigo Vianna: Sim, foi um marco da comunicação no Brasil, inclusive isso acabou entrando até na agenda da campanha eleitoral. Um dos candidatos que está meio nervoso nas últimas semanas chegou a fazer uma declaração desqualificando os blogues. Mas, na verdade, passou um recibo da importância relativa que os blogues já tem no debate em comunicação no Brasil. Em muitas cidades há dezenas de blogueiros que conseguem ser um contraponto à imprensa escrita tradicional, ou seja, a velha imprensa brasileira que é controlada por meia dúzia de famílias. Então é um marco porque ele colocou frente a frente as pessoas que estão fazendo esse contraponto e essa rede dos blogueiros, que já é forte, vai ficar mais forte ainda a partir do Encontro.

RNP: O que seria o Partido da Imprensa Golpista (PIG)?

RV: Olha esse termo PIG, que é um termo bem-humorado para se referir a esse Partido da Imprensa Golpista, surgiu a partir de um discurso de um deputado federal Fernando Ferro (PT/PE). Ele ele estava fazendo justamente a análise da grande imprensa brasileira, no momento específico de 2005 e 2006, e isso criou uma onda que aparentemente queria derrubar o governo federal. E a partir disso o jornalista Paulo Henrique Amorim cunhou esse termo PIG e a gente usa esse termo nos blogues para se referir a essa velha imprensa, que tem tido um papel no mínimo complicado nos últimos anos no Brasil.

RNP: Como a afirmação de Serra sobre os “blogues sujos” foi recebido pelos Blogueiros Progressistas?

RV: Foi tratado na base da galhofa que é como merece ser tratado um candidato se referir dessa maneira aos blogues, ele que tem uma relação tão próxima com a velha imprensa. Ele na verdade fez o porta-voz da velha imprensa. A gente já não sabe mais se a imprensa que é porta-voz desse candidato ou se ele é porta-voz da velha imprensa. Então foi tratado assim na base da galhofa porque não dá pra levar a sério um negócio desse.

RNP: O Blog Cloaca News vai pedir explicações de Serra na Justiça sobre o que seria "os blogues", é isso?

RV: É, vai pedir que ele nomeie, pois ele fez uma referência genérica. Aí o Cloaca News - que é um blog que mistura investigação com bom humor - disse que vai interpelar o Serra judicialmente, para que o candidato diga quem são esses blogues que ele considera “blogues sujos”. E o Paulo Henrique Amorim, durante o Encontro de Blogueiros, propôs que a gente desse um prêmio ao Serra de twittero cascão por disseminar sujeiras em certos momentos pela rede de computadores.

RNP: Como você avalia o papel dos blogues nesta eleição?

RV: Aquilo que a gente faz é um contraponto, eles já não falam sozinhos. De 2005 para cá, os jornais e as revistas - que eu chamo de velha imprensa - caminharam de um lado só. Todos passaram a fazer oposição ao governo federal. Não que o governo não mereça críticas, há muitos temas em que a crítica deve ser feita e quando há corrupção o jornalista tem que mostrar, mas foi uma coisa unilateral. A tal ponto que a presidenta da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Judith Brito, que é também diretora da Folha de S. Paulo, disse que dada a fragilidade da oposição partidária a imprensa passava a fazer o papel de oposição. Eles dizem que são isentos, mas não existe essa história de isenção completa na imprensa. Eu acho que a pessoa pode ter um lado, mas deve se prender a verdade factual. Por isso que os blogues crescem tanto, por culpa também do péssimo serviço de informação que a velha imprensa brasileira faz em nosso país.

RNP: Durante o encontro vocês também deixaram claro o apoio à Ação Direta de Inscontitucionalidade (Adin), que o jurista Fábio Conder Komparato entrou no Supremo Tribunal Federal. Essa ADIN é para regulamentar artigos da Constituição sobre comunicação?

RV: O professor Fábio Conder Komparato vai ingressar, ele ainda não ingressou. Ele vai ingressar em nome de entidades na área de comunicação, com apoio de centrais sindicais e sindicatos e dos blogueiros do Encontro Nacional dos Blogueiros. É uma ação pedindo que o Estado faça cumprir o que está na Constituição. Há vários artigos da área de comunicação que não são cumpridos, por exemplo, o que diz que não pode existir oligopólio e propriedade cruzada dos meios de comunicação. [Hoje] uma única família é dona do rádio, da televisão, do jornal, da internet, da TV a cabo. Não dá. É muito poder concentrado e a Constituição veda isso. Mas o Brasil não coloca isso em prática por causa do poder dessas famílias. Então o Brasil tem que questionar o poder dessa meia dúzia de famílias que ainda mandam na comunicação brasileira


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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Network é tudo



O Caderno de Empregos da Zero Hora desse último domingo me disse o que já sabia: que tenho que ativar logo o Network. Esse instrumento, conhecido popularmente como rede de contatos, é uma excelente ferramenta para um profissional crescer na carreira e se manter no mercado. Ou, no meu caso, para se recolocar nele.

Trocar de estado é complicado para quem comete o erro de anular os contatos anteriores, como eu fiz. Mantive apenas os meios de comunicação familiares. Não me preocupei em manter os dados atualizados referentes ao grupo de amigos e de colegas. Agora o que me resta é resgatar todos eles e inseri-los no meu network. E para não perder tempo também terei que atualizar meu mailing de colaboradores e parceiros de frilas [e outros trabalhos], ao mesmo tempo em que busco um novo espaço nesse chão.

Então gente, ajuda nunca é demais. Quem for da minha rede de relacionamentos, por favor, envie um e-mail com todos os seus dados de contato. Preciso reconstruir meu network. E logo. Valeu!

DICAS [Fonte: Zero Hora]

Para que serve o network

- Ter acesso a oportunidades no mercado de trabalho
- Captar informações relevantes para seu dia a dia
- Divulgar seu trabalho
- Obter novos clientes
- Solicitar e dar conselhos
- Captar recursos financeiros para um projeto
- Recomendar serviços

Como construir uma rede de relacionamentos

- Liste as pessoas que você conhece e procure mantê-la sempre atualizada
- Mantenha a sua rede informada suas atividades profissionais: mudança de emprego, novo empreendimento, artigos publicados, entrevistas, etc.
- Seja proativo. Não espere que o outro tome iniciativa.
- Promova seu perfil nas principais redes de relacionamento
- Freqüente cursos, palestras e convenções
- Participe de associações, comitês e entidades
- Mostre-se disponível para ajudar as pessoas de sua rede dentro de suas possibilidades
- Procure conhecer as pessoas mais influentes em sua área de atuação

Quem pode constar na lista

- Clientes
- Fornecedores
- Mestres e professores
- Colegas e ex-colegas
- Amigos de infância
- Familiares