domingo, 5 de setembro de 2010

O Brilho de Alice

Acompanhada do marido e de muitos amigos, a jornalista fez revelações para Ostermann em um Encontros com muita emoção e risadas.



Vestida de preto dos pés a cabeça - sua marca registrada - , uma divertida Alice Urbim subiu ao palco do Encontros para falar com Ruy Carlos Ostermann. Com o apoio do marido, Carlos Urbim e dos amigos Marô Barbieri, Cintia Moscovich, Luiz Paulo Faccioli, Tânia Carvalho, Laura Medina e Zoravia Bettiol, que a acompanhavam da plateia, Alice fez revelações íntimas que surpreenderam até mesmo os mais próximos. Exemplo disso foi a história sobre a origem de seu segundo nome, Inês: por uma graça alcançada na ocasião de seu nascimento e uma promessa feita à Madre Justina Inês, ela teria se chamar ou Alice Justina ou Alice Inês.

Menina estudiosa, a jornalista recordou que chegou a mentir na escola para poder ficar na biblioteca: "Os alunos católicos iam pra missa todas às sextas-feiras. No 3º ano do primário [atual 3ª série], descobri que os evangélicos não iam à igreja e ficavam na biblioteca. Aí eu menti para a professora que eu era evangélica", divertiu-se.

Dizendo-se uma pessoa urbana, Alice disse que gosta caminhar pela cidade e que alguns amigos a chamam de "pessoa roteiro": "Porque eu adoro estar em todos os lugares durante todo o dia". Apaixonada pelo teatro – ela chegou a ter uma produtora em sociedade com Ligia Walper – contou que, ao lado da amiga Zoravia Bettiol, consegue acompanhar todo o Porto Alegre Em Cena. Segundo ela, a dupla chega a assistir até três peças por dia, durante o período do festival.

Apaixonada pela vida, a jornalista acredita que herdou a alegria e a energia dos pais: "Eu adoro viver. A vida para mim é uma coisa muito importante. Tenho plena certeza de que nossa vida é do jeito que a gente a encara. A paixão de viver, a vontade de encontrar outros caminhos para a vida vem dos meus pais. Minha mãe era uma pessoa de garra, extremamente dinâmica, que sempre trabalhou fora de casa".

Encerrando o evento, atendendo a um pedido da entrevistada, Duca Leindecker fez a canja musical da noite.


PERFIL DO CONVIDADO

Alice Urbim atua como jornalista, roteirista e produtora executiva desde 1974, tendo trabalhado em empresas de comunicação, agências de publicidade produtoras culturais no Rio Grande do Sul e Brasil. Em jornais, colaborou com os veículos Hoje, Zero Hora, Diário do Sul e Gazeta Mercantil.

Com experiências nas áreas de produção local e divulgação, marketing político e consultoria de programação, Alice foi professora universitária na Faculdade de Comunicação da PUCRS por oito anos. Também foi idealizadora do Projeto Caras Novas da RBSTV - Curso de Telejornalismo e Produção Aplicado para alunos recém-formados.

No cinema, coordenou a produção dos longas-metragens Sonho Sem Fim, de Lauro Escorel, e Noite, de Gilberto Loureiro. Produziu ainda os curtas-metragens Carrossel, de Antonio Carlos Textor, e Au revoir Shirley, de Gilberto Perin.

Com passagens pela TV Guaíba e TV Pampa, desde 1999 é gerente de produção da RBSTV, participando do grupo que criou um núcleo de produção de ficção e documentários. Atualmente, é responsável pelo desenvolvimento de projetos e programas especiais e coordenação de programas como Patrola e Galpão Crioulo, entre outros.

Em 2004, assumiu a gerência de produção da TVCOM e a coordenação nacional do Input (International Public Television), conferência internacional que discute e apresenta anualmente o que se faz de melhor na televisão no mundo. A partir deste ano, tornou-se representante da RBSTV no Conselho Curador da Fundacine e membro da Academia Internacional de Televisão, Artes e Ciências.

CANJA MUSICAL

Duca Leindecker começou a tocar aos 11 anos de idade. Desde então, construiu uma sólida carreira como instrumentista, compositor, produtor, cantor e escritor.

No início dos anos 1990, chamou a atenção de Bob Dylan com o qual, a convite, viajou pelo Brasil. Foi escolhido o melhor guitarrista do ano pela crítica especializada por três temporadas consecutivas.

Como escritor, publicou dois livros: A Casa da Esquina (1999) e A Favor do Vento (2002), ambos pela LP&M Editores. Mais recentemente, passou a atuar como compositor de trilhas sonoras, em filmes como Diário de um Novo Mundo (2005) e A Casa Verde (2008), ambos longas-metragens dirigidos por Paulo Nascimento, e como diretor de cinema (com o curta-metragem Chá de Frutas Vermelhas).

Líder da banda Cidadão Quem, atualmente dedica-se ao projeto Pouca Vogal ao lado de Humberto Gessinger. Em 2010, recebeu dois troféus do Prêmio Açorianos de Música, no gênero Pop Rock, nas categorias Melhor Intérprete pelo disco Ao Vivo em Porto Alegre (do Pouca Vogal) e Melhor Instrumentista.

TEXTO E FOTOS:

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